Após mudar gestão, Santa Casa quita dívida e aumenta número de funcionários

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Unidade de Santa Cruz das Palmeiras, SP, mostra que é possível reequilibrar as contas e manter a qualidade do atendimento.

Diante de escândalos e notícias sobre as dívidas de hospitais públicos do país, a Santa Casa de Santa Cruz das Palmeiras (SP) aparece como um exemplo de que é possível reequilibrar as contas e manter a qualidade do atendimento. O local ainda quase triplicou o número de funcionários.

O hospital não possui dívidas com fonecedores ou impostos atrasados e os salários está em dia. A unidade gasta o que arrecada – R$ 880 mil mensais provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), da prefeitura, dos convênios médicos e de doações – e trabalha com as contas no azul.

Ajuste de contas

A situação é bem diferente de 12 anos atrás, quando a Santa Casa tinha uma dívida de R$ 1,9 milhão. Na época, só havia 40 funcionários e eles estavam com salários atrasados há três meses e sem 13º há três anos.

Para mudar esse cenário, a administração realizou um trabalho de reestruturação e alterou o sistema de gestão. “Renegociamos todos os contratos com fornecedores, criamos uma padronização para compras. Criamos um setor de compra que faz todas as cotações do hospital e eu autorizo a quantidade de compra em relação ao estoque e ao consumo. O pagamento também vem para o meu conhecimento, eu autorizo e só então vai para a provedoria assinar e efetivar o pagamento”, explicou o administrador da Santa Casa, Eric Adriano Talamoni.

Resultados

Até setembro do ano passado, o hospital tinha, inclusive, uma poupança de R$ 300 mil. O dinheiro precisou ser usado para pagar o salário dos funcionários porque a prefeitura atrasou uma parte do repasse. Ao todo, 106 pessoas trabalham no local, quase o triplo de 2005.

“Motiva mais a equipe a trabalhar, com essa segurança, esse respaldo por trás, então eu acho que é bem válido mesmo, é muito bom”, comentou a enfermeira Fernanda Granja de Sousa.

O resultado de tudo isso é que o atendimento à população melhorou. “Eu mesma não posso reclamar, sempre fui bem atendida”, avaliou a doméstica Reni André Domingues, que tem um filho internado na unidade.

Fonte: G1

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