Arraial da inclusão dá lição de alegria

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Alunos portadores de diferentes necessidades se divertem e dançam muito em uma animada quadrilha

A festa da cultura popular também é a festa da igualdade. Amigos, professores e alunos do Centro de Ensino Especial 01 (912 Sul) fizeram da celebração junina, na tarde e noite de ontem, um ato em prol da legitimidade do ensino especial.

Com direito a barraquinhas de comida, brincadeiras e quadrilha da igualdade, os alunos especiais da escola deram uma grande lição de superação e alegria. “Eu gosto muito de dançar nessa festa”, disse o simpático e tagarela Daniel Santos Costa, de 30 anos. Ele tem Síndrome de Down e frequenta o Centro de Ensino desde os 14 anos de idade. “Eu não sei o que seria da minha vida sem essa escola”, ressalta a mãe de Daniel, Aurora Santos Costa.

Davi é mais tímido. “Ele diz que não vai dançar, mas na hora acaba mudando de ideia”, comenta a professora Fátima Fujishima. No meio da conversa ele se decide. “Eu vou dançar com a Carla e a Joyce ao mesmo tempo”, empolga-se o estudante.

Calendário

A celebração anual faz parte do calendário político-pedagógico da escola. “Todos os alunos participam. Os cadeirantes, os com Transtorno Global de Desenvolvimento, com Deficiência Múltipla, entre outras disfunções.  Se não fosse essa escola, eles estariam em casa. A inclusão começa aqui”, destaca o diretor Mauro Dumont.

Ele explica que nos turnos matutino e vespertino a instituição segue o currículo funcional natural da Secretaria de Educação, além das atividades extracurriculares e culturais. “Temos aulas de natação, lavagem de carros, informática, além dos nossos passeios”, orgulha-se o diretor. Mas, para ele, ainda assim o ensino especial sofre preconceito de pessoas que o acham desnecessário. “É uma luta manter a escola aberta e em pleno funcionamento”, completa.

Professores dedicados

Sem tempo determinado para deixar a unidade, alunos passam anos sob o cuidado de professores que doam mais do que educação. “Cada ‘criança’ aqui só quer ser compreendida. É muito complexo e, às vezes, nos sentimos um grão de areia na praia, mas, no final, é totalmente gratificante”, diz a professora Fátima Fujishima.

Docente na escola há seis anos, ela reconhece a importância do ensino especial como forma de inclusão. “É de extrema importância que haja um local como esse onde as pessoas com deficiência possam interagir. O cotidiano com esses estudantes nos mostra a evolução e o comprometimento que cada um tem consigo mesmo ao enfrentar as barreiras físicas que lhe foram impostas”, pondera Fátima.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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