Dinossauros invadem o museu no rio de Janeiro

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Desenhos e esculturas – algumas em tamanho real – dão vida a esses gigantes da pré-história em exposição no Rio de Janeiro.

Embora tenham habitado o nosso planeta há mais de 65 milhões de anos, os dinossauros até hoje povoam o imaginário de adultos e crianças. E, graças à união de cientistas e artistas, podemos ter uma ideia de como eram esses gigantes pré-históricos. Agora o resultado desse incrível trabalho colaborativo pode ser visto de perto na exposição ‘Arte com dinossauros’, em cartaz até julho no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A mostra reúne uma série de desenhos e esculturas – algumas em tamanho real –, que podem, em uma iniciativa inovadora, ser tocadas pelos visitantes.

Contando com a consultoria de paleontólogos, o paleoartista Maurílio Oliveira, do Museu Nacional da UFRJ, trouxe à vida, por meio da arte, animais que marcaram a pré-história e que os cientistas estudam há muito tempo.

Oliveira conta que, quando chegou ao Museu, em 1999, existia uma carência muito grande de profissionais que fizessem o trabalho de divulgação da paleontologia brasileira por meio da paleoarte. “Sempre que os pesquisadores daqui precisavam de ilustrações ou esculturas, recorriam a artistas de outros países”, comenta o paleoartista. “Isso dificultava falar sobre os animais nativos do Brasil.”

Todo o trabalho baseia-se em fósseis encontrados e nas informações disponíveis sobre as características do animal representado, assim como em ambientes pré-históricos já estudados pela ciência

Sem usar qualquer aparato tecnológico, como computadores, Oliveira faz os desenhos a mão, por meio de métodos tradicionais, com tinta, papel e lápis. Além disso, ele mesmo constrói as esculturas, feitas a partir de espuma de poliuretano (o mesmo material de que são fabricadas as pranchas de surfe). Depois de esculpido, ele é revestido com uma espécie de massa e, posteriormente, pintado.

Todo esse trabalho baseia-se em fósseis encontrados e nas informações disponíveis sobre as características do animal representado, assim como em ambientes pré-históricos já estudados pela ciência. “Em diversas esculturas, representei o tamanho real das espécies de dinossauros”, conta Oliveira, que, em cada detalhe, procurou ser fiel aos conceitos científicos por trás das obras.

Para o paleoartista, a maior contribuição de seu trabalho é fazer uma ponte entre cientistas e o público em geral. “Alguém que não seja especialista provavelmente teria dificuldades de decifrar ou entender um trabalho científico”, diz. “No entanto, qualquer um vai poder se maravilhar com uma escultura ou uma ilustração desses animais em vida e saber um pouco mais de como eram e da sua história.”

Dinossauros do mundo todo

Na mostra, estão representadas espécies de todo o mundo. Algumas foram nativas do Brasil, como o Pycnonemosaurus nevesi, carnívoro de 8 metros que viveu há 90 milhões de anos, no período Cretáceo. Seus fósseis foram achados no estado do Mato Grosso.

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Escultura de ‘Saturnalia tupiniquim’, herbívoro que viveu no período Triássico no Brasil, feita pelo paleoartista Maurílio Oliveira. (foto: Museu Nacional/ UFRJ)

“O que muitas pessoas não sabem é que havia uma grande variedade de dinossauros em território brasileiro”, pontua Oliveira. “E, apesar de nem sempre serem citados no cinema ou na literatura, eles eram tão fascinantes quanto os de outras partes do mundo.”

Durante a visita, é possível contar com a ajuda de guias, que contam um pouco da história de cada espécie e tiram dúvidas do público. Além disso, as esculturas ficam à disposição dos visitantes, que podem tocá-las – com cuidado, é claro! “Acreditamos que isso cria uma proximidade com o público, que entra em contato direto com as obras”, comenta Oliveira. “Assim fica fácil crianças e adultos se apaixonarem!”

 

Exposição ‘Arte com dinossauros’
Museu Nacional/ UFRJ
Quinta da Boa Vista, São Cristóvão, Rio de Janeiro
Até julho
De terça a domingo, das 10hs às 17hs; segunda das 12hs às 17hs
Entrada: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)
Gratuidade para crianças até 5 anos e portadores de necessidades especiais

Fonte: Ciência Hoje On-line

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