Por que Pokémon Go faz tanto sucesso? O CEO da empresa responsável pelo jogo revela

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Por que Pokémon Go faz tanto sucesso? O CEO da empresa responsável pelo jogo revela
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Na semana passada, o aparecimento virtual de um pokémon raro no Central Park fez que com que centenas de pessoas corressem até o local.

O mesmo se repetiu em vários lugares, como na Califórnia. Apenas uma semana desde o lançamento do jogo pela Nintendo, o Pokémon Go já se tornou o maior game mobile da história dos Estados Unidos. Os usuários fazem longas caminhadas, conhecem novas pessoas e vivem verdadeiras aventuras na tentativa de capturar uma dessas criaturas.

E essa característica, de atrair multidões, que John Hanke, CEO da Niantic, a empresa responsável pelo desenvolvimento do aplicativo, mais gosta. “O jogo em si foi pensado para facilitar as coisas da vida real”, disse ele em entrevista ao Business Insider. A maior recompensa do jogo, segundo ele, é o incentivo e oportunidade para sair de casa e viver novas experiências — “não só a grande cena final, quando o chefão morre”, disse ele, referindo-se aos videogames tradicionais.

De acordo com Hanke, a equipe da Niantic tinha três grandes objetivos em mente, enquanto estava desenvolvendo o Pokémon Go:

1. Incentivar a prática de exercícios.Vários aplicativos que estimulam as pessoas a se exercitarem acabam fazendo com que elas se sintam “atletas olímpicos fracassados” enquanto tentam entrar em forma. Já o Pokémon Go foi criado como uma forma de fazer as pessoas se movimentarem, tendo um pokémon como recompensa. Isso diminui a pressão, segundo Hanke.

2. Estimular a ver o mundo com seus próprios olhos. O jogo tem como objetivo “dar um empurrãozinho” para que as pessoas vejam as coisas interessantes que existem em suas cidades, transformando lugares reais em ginásios onde os jogadores podem se enfrentar. Ao encorajar as pessoas a explorarem sua cidade, o Pokémon Go pode “melhorar a vida dos jogadores de formas pequenas”.

3. Quebrar o gelo. Ao redor do mundo, os jogadores estão organizando encontros, andando mais por suas vizinhanças e rastreando pokémons em grupos. Nos níveis mais avançados, é preciso formar times com outros jogadores para conquistar os ginásios. Isso foi intencional. Hanke descreve o Pokémon Go como uma forma de “quebrar o gelo”, dando um “motivo para que as pessoas passem tempo juntas”.

Negócios

O Pokémon Go é diferente de todos os jogos que já existem. Essa é uma ótima notícia para a Nintendo, que viu suas ações se valorizarem 70% nos últimos cinco pregões. Para os investidores, esse é um sinal de que a empresa pode prosperar em um cenário no qual os smartphones ganham cada vez mais importância às empresas de tecnologia.

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A origem da ideia

Antes do lançamento do Pokémon Go, a Niantic era conhecida pelo jogo “Ingress”, que desafiava os usuários a explorar suas vizinhanças e reivindicar territórios. Em seu melhor momento, o “Ingress” chegou a ter milhões de jogadores em todo o mundo.

O Pokémon Go é quase uma derivação do “Ingress”. A Niantic usou grande parte dos dados do jogo anterior e vários aprendizados para garantir a segurança dos jogadores. Segundo Hanke, o “Ingress” foi idealizado como um conceito, em parceria com o Google, para mostrar a possíveis clientes como seria possível construir seus jogos próprios. “Nossa ideia era criar uma plataforma para diversas experiências diferentes”, disse Hanke.

E a franquia Pokémon era uma opção que se encaixava.

O Google e a Pokémon Company tiveram seu primeiro contato no 1º de abril de 2014, quando um jogo desafiava as pessoas a encontrarem pokémons pelo aplicativo do Google Maps. E o resultado foi extremamente positivo. Encorajada pelo sucesso da brincadeira, a Niantic entrou em contato com a Nintendo e a Pokémon Company. O projeto foi aprovado pelo ex-CEO da Nintendo, Satoru Iwata, que reconheceu que a empresa estava atrasada em aplicativos para smartphones e disse que estava disposto a apostar na Niantic para ajudar a mudar esse cenário.

A saída do Google

No início de 2015, quando o Google começou internamente a considerar deslocar seus negócios não centrais para a holding chamada Alphabet, a empresa decidiu que deveria “ficar neutra” no desenvolvimento do jogo. Isso porque a Niantic não poderia receber tratamento especial ante os demais desenvolvedores que usam as plataformas do Google, ou eles poderiam se sentir prejudicados, o que poderia incentivá-los a buscar outras alternativas, explicou Hanke.

Além disso, a cisão abriu a possibilidade de que a Niantic trabalhasse com outros clientes e parceiros que poderiam ficar acuados pela perspectiva de trabalhar ao lado de uma empresa poderosa como o Google. No fim de 2015, após a cisão entre a Niantic e Google, a Nintendo e a Pokémon Company investiram US$ 20 milhões para dar andamento ao desenvolvimento do jogo.

Trabalhar ao lado da Pokémon Company

Hanke só tem elogios quanto ao trabalho ao lado da Pokémon Company, principal colaboradora no projeto. Segundo ele disse ao Business Insider, a parceria foi um sucesso, já que a equipe da Pokémon Company adorava o jogo “Ingress”, e os colaboradores da Niantic eram fãs da série Pokémon. Na avaliação de Hanke, isso facilitou o trabalho e poupou tempo.

O objetivo era fazer um jogo no qual os fãs dos jogos clássicos do Pokémon pudessem identificar elementos do original, como as batalhas e as capturas de pokémons, mas que também fosse acessível a pessoas que não têm tempo ou interesse em aprender o funcionamento dos jogos clássicos. Segundo Hanke, deve ser fácil aprender a capturar um pokémon, como uma porta de entrada para os mecanismos mais complexos do jogo, como batalhas. “Honramos o espírito do jogo original”, disse Hanke. “E gostamos do resultado.”

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/

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