Violinista de comunidade carente do Rio ganha o mundo

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Nascido na favela da Grota, o músico Tiago Cosmo já se apresentou em Nova York, Portugal, Panamá e Costa Rica.

Saído de um projeto social de favela onde nasceu, a Grota do Surucucu, em Niterói, o músico Tiago Cosmo virou um violinista promissor. Aos 31 anos ele já se apresentou em grandes salas de concerto de Nova York, Portugal e vários países da América Central — Panamá, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador e Belize. “Aos poucos fui ganhando asas e conhecendo novos países, adquirindo experiência e participando de grandes eventos e shows de artistas consagrados”, diz ele, que recentemente realizou seu sonho de conhecer a Alemanha e a Noruega, tendo lições com mestres como Nils Thore Røst Brynjar Schulerud eAstrid Kirschner, além de conhecer as modernas salas de concerto de Oslo e assistir, pela primeira vez, uma ópera — ‘La Bohemia’, no Norwegian Opera.

De volta ao Brasil atualmente Tiago é um dos participantes doLabCriativo, projeto que ocupa a comunidade da Maré com instalações artísticas e musicais, debates, oficinas de dança, poesia e grafite, que acontece entre os dias 14 e 19. “Pelo tanto que a música fez pela minha vida, eu não podia deixar de retribuir. Com esse incentivo em conectar universos me uni ao projeto LAbCriativo, que selecionou 20 artistas e acadêmicos do Brasil e do Reino Unido para trabalhar em obras colaborativas”, conta.

A iniciativa é resultado de uma residência artística realizada em novembro no Rio, envolvendo 10 artistas brasileiros e 10 britânicos. “Do encontro surgiram obras que retratam a cidade olímpica”, explica Tiago, que participa de três dos projetos: no primeiro, Gambiarra Lab, ele e a musicista inglesa Leila Zeraicriam composições com uso de tecnologia, voz, violino e sons urbanos. No segundo, Museu de Trocas Vivas, ele e outros britânicos vão promover oficinas que celebram brincadeiras de rua que resistem à violência, como pipa, pião, carrinho de rolimã. E no Rio Visível farão pódios olímpicos com vários materiais e realizarão intervenções. “Como por exemplo um pódio de pneus que será instalado em Costa Barros, onde um carro com cinco garotos foi metralhado por PMs. A ideia é dar voz a quem não tem”, finaliza o violinista

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