As tendências para 2018 que podem tornar o mundo mais sustentável

As tendências para 2018 que podem tornar o mundo mais sustentável
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A lista foi feita pela ONG Nature Conservancy

Em meio a notícias sobre o aumento do número de desastres e a degradação do meio ambiente, a ONG Nature Conservancy consultou ambientalistas para listar 12 tendências globais que trazem ao menos um pouco de esperança sobre o futuro do planeta. Confira abaixo:

  • 1- Proteção dos oceanos

No final do ano passado, 140 países apoiaram uma resolução da ONU para a proteção do alto mar — os dois terços dos oceanos que não pertencem a nenhum país, mas cobrem metade do planeta e sofrem com a poluição e a pesca predatória.

A ação foi pensada por cerca de uma década e, agora, chegou o momento de elaborar o texto de um acordo formal, que será feito ao longo de quatro reuniões a partir de setembro. A meta é criar um tratado internacional que será assinado até 2020.

  • 2- Natureza e saúde pública

Uma mudança nas práticas de saúde pública e natureza está em andamento nos centros urbanos. Por exemplo, em cidades como Joanesburgo, na África do Sul, e Seul, na Coreia do Sul, foram determinadas metas para a plantação de árvores e a preservação de espaços verdes para combater a poluição do ar, associada a milhões de mortes por ano.

Já nos Estados Unidos, seguradoras e planos de saúde têm investido em espaços verdes urbanos como forma de cuidado preventivo. Em Louisville, no Kentucky, está em andamento o primeiro teste clínico controlado sobre a eficácia das árvores como intervenção na saúde da população.

  • 3- Investimento financeiro de impacto

O termo “investimento de impacto” foi criado há dez anos para denominar ações que trazem benefícios à sociedade e ao meio ambiente ao mesmo tempo em que geram lucro.

No início, iniciativas menores apostaram nesse tipo de negócio, mas agora começou a atrair grandes fundos de investimentos. Caso a tendência persista, os investimentos privados podem diminuir o déficit estimado de US$ 300 a US$ 400 bilhões existente nas necessidades globais de conservação.

  • 4- Novos atores contra as mudanças climáticas

Novos líderes estão emergindo para enfrentar as mudanças climáticas. Seis países da União Europeia, incluindo a Grécia e a Hungria, atingiram suas metras contra o aquecimento global antes do esperado. A China, considerada a maior poluidora do mundo, quer criar o maior mercado de carbono do mundo. Além disso, cerca de 50 países têm ambições de usar energia 100% limpa em 2050, como a Alemanha.

  • 5- “Soluções climáticas naturais”

Para o combate das mudanças climáticas, há dois desafios: remover o dióxido de carbono presente na atmosfera e evitar as novas emissões. E a própria natureza poderia ajudar a atingir esses objetivos.

De acordo com um estudo liderado por cientistas da “The Nature Conservancy” e 15 outras instituições, as “soluções climáticas naturais” representariam 37% da mitigação de dióxido de carbono de forma custo-efetiva até 2030, aumentando em 66% as chances de conter o aquecimento global abaixo dos 2ºC nesse século. Agora, as iniciativas para financiar essas soluções devem crescer em 2018.

  • 6- Solos saudáveis

Os solos saudáveis são responsáveis por limpar a água e aprisionar carbono da atmosfera. Por isso, melhorar o solo contribuirá para o sucesso das iniciativas de segurança alimentar e de água, saúde humana, “soluções climáticas naturais” e programas florestais.

Muitos cientistas e agricultores acreditam que uma melhor compreensão do papel do solo na estabilidade climática e na agricultura resiliente vai promover uma mudança de paradigma em como alimentamos o planeta.

Confira a lista completa aqui.

Fonte: Catraca Livre

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