Camada de ozônio está se recuperando, diz ONU

Camada de ozônio está se recuperando, diz ONU
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Até 2060 os atuais buracos deverão estar recuperados.

Um relatório que acaba de ser divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) revela que a camada de ozônio da Terra está finalmente se recuperando dos danos causados por aerossóis e refrigeradores. A proteção natural do planeta estava diminuindo desde o final dos anos 1970. Assim que os cientistas fizeram o alerta, produtos químicos que reagem com o ozônio foram eliminados em todo o mundo, como o gás CFC (clorofluorcarbono).

Como resultado, segundo a ONU, a camada de ozônio do Hemisfério Norte deve ser completamente reparada na década de 2030 e o buraco que fica sobre a Antártida deve desaparecer até 2060. “É uma ótima notícia. Se as substâncias que enfraquecem a camada de ozônio continuassem a ser produzidas, teríamos efeitos perigosos. Paramos com isso”, comenta o cientista Paul Newman, do Centro de Voo Espacial Goddard da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), co-autor do relatório, em comunicado enviado à imprensa.

Vale lembrar que o ozônio protege a Terra dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol e que causam câncer de pele, danos nas plantações e outros problemas.

Essa camada começa a cerca de 9,6 km acima da superfície e se estende por quase 40 km. O ozônio é um gás incolor resultante da combinação de três átomos de oxigênio.

Depois que foi comprovada a ação do CFC sobre a camada de proteção da Terra, em 1987, países do mundo inteiro assinaram o Protocolo de Montreal, no Canadá, com o objetivo de eliminar, progressivamente, o uso de clorofluorcarbono em produtos, especialmente aerossóis e refrigeradores.

Paul Newman lembra que no final dos anos 1990, cerca de 10% da camada de ozônio estava destruída. Aumentando de 1% a 3% a cada década desde o ano 2000, informa o relatório da ONU.

Este ano, o buraco de ozônio sobre o Pólo Sul atingiu quase 24,8 milhões de km² – cerca de 16% do tamanho do maior buraco já registrado, que foi de 29,5 milhões km² em 2006.

O cientista da Nasa explica que o dano na camada protetora atinge seu pico em setembro e outubro e desaparece no final de dezembro até a próxima Primavera no Hemisfério Sul.

Se nada tivesse sido feito para impedir o desgaste do ozônio, o mundo teria destruído dois terços de sua camada protetora até 2065, afirma Newman.

Fonte: Revista Encontro

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