Conheça Greta Thunberg, pequena indomável do clima indicada a Nobel da Paz

Autista, vegana e ativista sueca de 16 anos que silenciou reunião da ONU é o rosto à frente de movimento estudantil global contra crise climática.

Na manhã do dia 20 de agosto de 2018, a estudante Greta Thunberg, de 16 anos, faltou à escola e seguiu sozinha para a frente do prédio que abriga o parlamento da Suécia, carregando um cartaz em que se lia skolstrejk för klimatet! (greve escolar pelo clima, em sueco) e panfletos com dados científicos sobre o aquecimento do Planeta.

Ela estava decidida a chamar a atenção dos políticos do seu país para a gravidade da crise climática mundial e seus riscos para as gerações futuras. Oito meses depois, seu protesto solitário daria lugar a uma marcha histórica pelo clima, o #schoolstrike4climate, que levou às ruas mais de 1,5 milhão de estudantes de mais de 100 países, na última sexta-feira (15).

Da ação local, a jovem ganhou visibilidade internacional durante seu discurso na COP 24, a Conferência do Clima da ONU, que ocorreu em dezembro na Polônia. Sem meias-palavras, Thunberg criticou o fracasso das nações em se comprometerem com a proteção das futuras gerações. Ela não se conteve:

Momento histórico: marcha reuniu 1,5 milhão de estudantes em 15 de março. (Wolfgang Rattay/Reuters)

“No ano de 2078, vou celebrar meu 75º aniversário. Se eu tiver filhos, talvez eles passarão esse dia comigo. Talvez eles perguntem sobre vocês, talvez eles perguntem por que vocês não fizeram nada enquanto ainda havia tempo para agir. Vocês dizem que amam seus filhos acima de todo o resto, mesmo assim estão roubando o futuro deles bem na frente de seus olhos. Até vocês focarem no que precisa ser feito ao invés do que é politicamente possível, não há esperança”, disse.

Para a estudante e ativista, sobram palavras, mas faltam ações concretas por parte dos países para reduzir as emissões de gases efeito estufa associadas, principalmente, à queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão.

“Não podemos resolver uma crise sem tratá-la como uma crise. Nós temos que manter os combustíveis fósseis embaixo da terra e precisamos focar em igualdade (…) Nós não viemos aqui para implorar para os líderes mundiais se importarem. Vocês nos ignoraram no passado, e vocês vão nos ignorar novamente. Estamos ficando sem desculpas e estamos ficando sem tempo. Nós viemos aqui para informá-los de que a mudança está chegando, quer vocês queiram ou não”, cravou.

Fonte: Exame

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