Em Londres, novas fontes de água e bebedouros nas ruas para combater as garrafas plásticas

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Em Londres, novas fontes de água e bebedouros nas ruas para combater as garrafas plásticas
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Uma nova rede de bebedouros e fontes para abastecimento de garrafas está prevista para ser lançada em Londres neste ano como parte de um plano para reduzir a quantidade de resíduos criada pelo plástico de uso único, segundo o The Guardian.

Vinte novos bebedouros serão instalados em Londres em um projeto piloto a partir deste verão, enquanto uma iniciativa de reabastecimento de garrafas, na qual as empresas disponibilizam água da torneira ao público, será promovida em cinco áreas da capital em fevereiro e março.

Se a iniciativa for bem sucedida, será lançada para o resto da cidade no verão. Copos de plástico, garrafas e talheres também estão proibidos na Prefeitura a partir de agora.

Os planos fazem parte de uma iniciativa de três anos e investimento de £ 750,000, proposta pelo prefeito de Londres, Sadiq Khan para lidar com o desperdício de plástico na capital, e foi apresentada à Comissão de Orçamento da Assembléia de Londres na última quinta-feira.

“Não devemos usar plásticos de uso único, o impacto no meio ambiente é imenso”, disse a vice-prefeita para o meio ambiente, Shirley Rodrigues, ao Guardian, acrescentando que programas como o Blue Planet da BBC trouxeram para casa a dimensão do problema para muitos. “Nós precisamos fazer alguma coisa agora e interromper sua utilização em Londres”.

Uma investigação realizada pelo Guardian publicada no mês passado revelou que há enome disparidade no abastecimento de bebedouros dos bairros de Londres: enquanto Sutton e Barnet não tinham nenhum, Lambeth e Tower Hamlets tinham 25 e 13 fontes funcionando, respectivamente. Em 36 das regiões metropolitanos da Inglaterra, nas principais cidades do país, apenas oito fontes estavam funcionando, nenhuma em Manchester, Liverpool ou Birmingham.

Essas últimas decisões parecem ser um passo adiante nas recentes propostas de Khan para reduzir o desperdício de embalagens, melhorar o acesso à água da torneira e garantir que nenhum lixo biodegradável ou reciclável seja mandado para os aterros até 2026. Rodrigues disse que as localizações das 20 novas fontes de água potável ainda não foram confirmadas, mas que as estações de metrô da TfL (Transport for London) e as ruas de movimentadas zonas comerciais, como a Oxford Street, estão entre os possíveis locais. Outras fontes de água potável estão sendo consideradas, acrescentou.

As áreas a serem cobertas pelo esquema de recarga piloto ainda não foram anunciadas, mas restaurantes, bares e lojas também irão disponibilizar bebedouros para que as pessoas possam encher suas garrafas de água gratuitamente e os pontos de enchimento também serão mostrados em um aplicativo.

Adesões

Sadiq Khan planeja formar uma rede de fontes de água em Londres para reduzir o desperdício de plástico. “Nós iremos procurar parcerias com organizações, distritos de negócios, associações de bairros e outros para entender onde podemos instalar mais fontes”, disse Rodrigues.

A prefeitura de Londres já conta com a parceria da Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês), para fornecer as fontes e bebedouros e monitorar se há uma redução no descarte de garrafas plásticas.

O Guardian também revelou que a Network Rail mudou sua posição em relação às fontes de água potável. Uma declaração emitida em dezembro dizia: “Não temos instalações com fontes de água em nossas estações e, atualmente, não há planos para isso.” Mas a empresa revisou sua posição. “Nós apoiamos ter fontes de água em nossas estações e veremos como podemos avançar no assunto”, disse um porta-voz ao Guardian.

No ano passado, o Borough Market, o mais famoso mercado municipal de Londres, visitado por milhões de turistas anualmente, anunciou também a instalação de bebedouros para proibir a venda de garrafas de água. O objetivo é que o mercado se torne uma “zona livre de plástico”.

Na semana passada, a City de Londres (distrito financeiro) anunciou seu próprio plano para aumentar o número de bebedouros dentro da Square Mile e incentivar as empresas a disponibilizar água da torneira para recargas das garrafas.

Paul O’Connell, administrador da Drinking Fountain Association, criada em 1859, falou sobre os planos de Khan: “No passado, tivemos promessas e anúncios vagos, de modo que, ouvir detalhes sobre números – e, o mais importante, datas – é realmente muito bom. Obviamente, o verão é quando a demanda de água aumenta, então ter fontes já nesta temporada, vai ajudar”, disse ele, acrescentando que outras cidades, incluindo Liverpool e Manchester, deveriam seguir o exemplo.

Fonte: São Paulo São

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