Estudantes da UFRGS criam projeto para eliminar agrotóxico da água

Estudantes da UFRGS criam projeto para eliminar agrotóxico da água
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Filtro-boia tem microrganismos programados biologicamente para degradar resíduos de glifosato presentes na água de rios e lagos. Para dar sequência ao trabalho, equipe pretende participar da maior competição de biologia sintética do mundo, nos Estados Unidos.

Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul criaram um projeto para eliminar o agrotóxico da água. O GlyFloat é um filtro-boia com microrganismos programados biologicamente para degradar resíduos de glifosato na água.

O projeto foi desenvolvido pela Equipe de Biologia Sintética da UFRGS, que reúne 18 estudantes dos cursos de Biotecnologia, Biologia, Jornalismo, Engenharia Física e Design de Produto.

O glifosato é um agrotóxico frequentemente utilizado na produção agrícola e está presente nos rios e lagos do país. Segundo os estudantes, já foram encontradas concentrações desse produto em quantidades até cinco vezes maiores do que em rios europeus.

O protótipo de filtro que a equipe prepara pode reduzir a presença de agrotóxicos na água.

‘‘Dentro das nossas pesquisas, a gente descobriu que existe um uso excessivo de defensivos agrícolas como o glifosato na região, e esses defensivos, devido ao mau uso, se acumularam nas nossas águas. Isso tem um enorme impacto na flora e na fauna da região’’, explica a estudante de Biotecnologia Deborah Schafhauser, uma das integrantes da equipe.

‘‘A fim de resolver esse problema, nós descobrimos uma maneira de produzir uma bateria segura e capaz de usar esse glifosato como fonte de nutriente para ela mesma. E, então, ela consegue limpar esse produto da água, assim como seus derivados também tóxicos’’, complementa a estudante.

Campanha na internet

Para poder dar prosseguimento ao trabalho, o grupo pretende participar da edição de 2019 da International Genetically Engineered Machine Competition (iGEM), em Boston, nos Estados Unidos, considerada a maior competição de biologia sintética do mundo.

Para participar da iGEM 2019, a equipe precisa, até 31 de março, pagar uma taxa de inscrição, que tem um custo de 5 mil dólares (aproximadamente R$ 20 mil). Esse valor constitui um fundo que, posteriormente, será utilizado para financiar todos os materiais necessários para a realização dos projetos.

A equipe precisa agora custear a inscrição e para isso os alunos realizam uma campanha de financiamento coletivo na internet, aberta até o dia 20 de março.

Competição internacional

A competição faz parte de um dos mais concorridos programas da International Genetically Engineered Machine, fundação independente sem fins lucrativos dedicada à educação e à competição, ao avanço da biologia sintética e ao desenvolvimento de uma comunidade científica aberta e colaborativa.

Os resultados dos trabalhos realizados no âmbito do concurso serão apresentados em Boston, Estados Unidos, entre 31 de outubro e 4 de novembro, momento em que se promoverão encontros de equipes de universidades de todo o mundo. Inicialmente, a competição era exclusivamente para alunos de graduação, mas hoje conta com divisões especiais para alunos de ensino médio, empreendedores e programadores de software.

O objetivo é a criação de dispositivos inovadores que permitam a solução de problemas relevantes para a sociedade, seja na área da saúde, dos biocombustíveis, da preservação ambiental, da produção de alimentos e de manufaturas, entre outros.

No Brasil, já participaram desta competição equipes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A equipe da UFRGS pode ser a primeira participante do Sul do país.

Fonte: G1

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