Jovem de 90 anos entra na faculdade de arquitetura

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Jovem de 90 anos entra na faculdade de arquitetura
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O paulista Carlos Augusto Manço, de 90 anos, acaba de entrar para a faculdade de arquitetura.

Após trabalhar por anos no Departamento de Água de Ribeirão Preto (Daerp) e no câmpus da Universidade de São Paulo (USP) na cidade do interior de São Paulo, onde conviveu com arquitetos e engenheiros, o aposentado Carlos Augusto Manço, de 90 anos, resolveu realizar seu sonho e cursar Arquitetura e Urbanismo.

O novo estudante acaba de ingressar no Centro Universitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto, onde vem se destacando pelo esforço e interesse nas aulas. “É um aluno muito dedicado”, diz a coordenadora do curso, Flavia Olaia. Ela conta que foi a neta Isabela que procurou a instituição a pedido do avô.

“Fizemos o possível para criar uma grade semestral um pouco menor e preparamos nossos docentes para recebê-lo”, explica a coordenadora.

Já Manço ou Carlão, como está sendo chamado por colegas, senta na primeira fileira da sala todos os dias e acha isso uma forma de ficar mais engajado nas aulas.

“Estou realizando um sonho e quero aproveitar”, justifica.

A ideia de fazer a graduação era antiga, mas questões financeiras o levaram apenas a um curso técnico na área de Desenho Industrial, sem afastar o gosto pela arquitetura. “Sempre gostei da profissão, até pelo contato que tinha com engenheiros e arquitetos no tempo que estive na USP”, falou.

Incentivo

Agora, com casa própria e a família formada, o desejo se tornou realidade e teve o incentivo dos dois filhos, oito netos e quatro bisnetos. Para eles, as aulas são também uma forma do patriarca não sentir a perda da mulher, que morreu no ano passado após mais de 60 anos de casamento.

Segundo a neta Isabella, a família não apenas apoia como também está muito orgulhosa ao vê-lo ir à escola nessa idade. “É um incentivo para a vida dele”, diz.

Além do desenho, Carlão é um apaixonado pelas orquídeas e já fez história entre os aficionados por estas flores em Ribeirão Preto.

Fonte: Estadão

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