Médicos da Itália conseguem isolar o coronavírus, diz jornal

Isolamento é passo importante para estudar o novo vírus. Avanço dos médicos será compartilhado com todo o mundo, segundo o governo italiano.

O governo da Itália disse neste domingo (2) que os médicos do hospital Lazzaro Spallanzani, em Roma, conseguiram isolar o novo coronavírus. Somente na China a doença já fez 300 vítimas e mais de 14 mil pessoas foram infectadas.

A informação foi dada pelo ministro pelo ministro da Saúde, Roberto Speranza, em coletiva de imprensa, segundo o jornal Corriere della Sera.

“Isolamos o vírus e isso significa que temos muitas oportunidades para estudá-lo, entender e verificar melhor o que pode ser feito para impedir a disseminação”, disse Speranza.

O avanço dos médicos, de acordo com o governo italiano, será compartilhado com todo o mundo.

Infecções mais rápidas

O novo vírus, chamado de 2019-nCoV, está se espalhando mais rápido, mas mata menos do que os da SARS, que causou um surto na China entre 2002 e 2003, e que o H1N1.

A Sars matou 916 pessoas e contaminou 8.422 durante toda a epidemia. A taxa de letalidade é de 10,87%. Isso representa quase 11 mortes a cada 100 doentes. Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS).

As duas infecções são causadas por vírus da família “coronavírus” e recebem este nome porque têm um formato de coroa.

Quanto ao H1N1, apenas no Brasil 796 pessoas morreram no ano passado. Foram 3.430 infectados. Ou seja, a gripe matou 23,2% dos pacientes internados no Brasil com sintomas, ou 23 a cada 100 doentes.

Emergência de saúde pública

Na quinta (30), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que os casos do coronavírus são uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Com isso, uma ação coordenada de combate à doença deverá ser traçada entre diferentes autoridades e governos.

“Devemos lembrar que são pessoas, não números. Mais importante do que a declaração de uma emergência de saúde pública são as recomendações do comitê para impedir a propagação do vírus”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Fonte: G1

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