Mostra imersiva de Leonardo Da Vinci abre as portas do MIS Experience em SP

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Depois que a tecnologia chegou aos espaços culturais, tudo mudou. E não estou falando apenas dos vídeos e selfies com os smartphones.

Na mostra imersiva de Leonardo Da Vinci, em cartaz no MIS Experience, o mais novo museu de São Paulo, acompanhamos todo o legado do artista a partir de recursos visuais mais aprimorados, ampliando as formas de como a arte pode ser vista por diversos públicos.

A nova unidade do Museu da Imagem e do Som, responsável por exposições de grande sucesso, como de David Bowie e Stanley Kubrik, coloca o Brasil como pioneiro na modalidade de “imersão” em toda a América Latina.

Aberta a partir do dia 2 de novembro, galeria usufrui das antigas instalações da marcenaria da TV Cultura, parceira da iniciativa e vizinha do local, visto que seus estúdios ficam a poucos metros do galpão no bairro Água Branca, Zona Oeste da capital. Verificamos que poderíamos fazer aqui um espaço que misturasse arte e tecnologia, que permitisse que as pessoas pudessem ver a arte de uma outra maneira; que pudessem entrar, sentir e viver a obra, explicou o diretor geral do MIS, Marcos Mendonça, comparando o ambiente imersivo a um aquário, porém “visto por dentro”.

Luzes, sons e equipamentos de última geração entram em cena para proporcionar aos visitantes uma viagem sensorial, inicialmente com Da Vinci. A verba de R$ 8,5 milhões para a construção do museu veio da iniciativa privada.

Ao ser questionado sobre os recentes cortes de verba na área cultural do país, o atual governador de São Paulo, João Doria Jr., procurou garantir a sequência aos investimentos na área, indo na contramão do que propõe o atual presidente, Jair Bolsonaro. Cultura é prioridade no estado. Agregamos junto à iniciativa privada novos valores ao setor de forma criativa, transformadora e inteligente. Alguns exemplos já foram dados em 10 meses de governo.

Vamos seguir dentro desse ritmo em diferentes áreas culturais e constituímos um conselho para tratar do assunto. Pretendemos manter a nossa visão da cultura de forma liberal, construtiva e plural em São Paulo”, declarou.

amos seguir dentro desse ritmo em diferentes áreas culturais e constituímos um conselho para tratar do assunto. Pretendemos manter a nossa visão da cultura de forma liberal, construtiva e plural em São Paulo”, declarou.

O espaço expositivo alinha inovação e interatividade para proporcionar experiências multissensoriais em 18 áreas temáticas, incluindo animações gráficas de alta definição, música, máquinas e esboços anatômicos que contam a trajetória do italiano multifacetado que foi Da Vinci. Além de ser o autor de grandes pinturas renascentista, como ‘Mona Lisa’ e ‘O Nascimento de Vênus’, ele também foi inventor, cientista, engenheiro, escultor, arquiteto, biólogo e músico.

Criada pela empresa australiana Grande Exhibitions já com o intuito de ser transportada e exportada, a mostra ‘Leonardo Da Vinci – 500 anos de um gênio‘ se autointitula como a mais completa sobre sua vida e obra. Pelos ambientes da montagem, que é bem informativa, encontramos curiosidades interessantes, como por exemplo a existência dos códices, manuscritos em forma de livro, que reúnem anotações técnicas e científicas do artistas, espalhadas em pelo menos 6 mil páginas.

O diretor executivo da exposição, Bruce Peterson, destacou durante a abertura do MIS Experience algumas particularidades do artista, que até hoje vem sendo decifrado.

Passei 12 meses na Itália com um especialista no assunto. Descobri que Da Vinci tinha a escrita ‘espelhada’, da direita para a esquerda, elaborada num dialeto antigo de Florença e com muita taquigrafia. Ele estava, de certa maneira em sua produção, já pensando em formas de sinalização de direito autoral. Mas muitas das criações ficaram só na imaginação, ele não chegou a fazê-las.

É possível encontrar esboços de ‘A Batalha de Anghiari’, painéis interativos de ‘Homem Vitruviano’, invenções como uma impressionante roupa de mergulho, feita em couro à prova d’água, e um piano portátil, que poderia ser acoplado na cintura.

Uma bancada reúne várias réplicas interativas dos maquinários, oferecendo a chande do público observá-las em funcionamento. No meio de toda essa salada de ideias fantásticas surgem até mesmo figurinos, trajes e máscaras para festas que ele chegou a fazer.

Fonte: Hypeness

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