Nostalgia na quarentena: itens e hábitos do passado são resgatados durante isolamento

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A quarentena tem revelado um desejo por hábitos, temas e itens do passado. Durante o isolamento, muitas pessoas estão querendo um pouco de nostalgia. Mercado e artistas estão atentos a isso.

 

Nostalgia na quarentena: itens e hábitos do passado são resgatados durante isolamento — Foto: Reprodução/Youtube- Jens Buttner/AFP – Divulgação/Leo Martins/Brazucah

Ao longo do período de isolamento, passou a ser normal:

  • Rever filmes clássicos em formato de DVD;
  • Ouvir nas lives de quarentena as músicas de pagode que agitaram outras épocas;
  • Se emocionar com encontros de elenco de filmes e séries que foram hits décadas atrás;
  • Combinar aquele cineminha drive-in – seguindo as regras de distanciamento;
  • Jogar virtualmente “Stop” (“Adedonha” ou “Adedanha” e outras variantes regionais)

Sem falar na torcida pelas possibilidades futuras, como o pedido constante dos fãs para a antecipação da reunião de “Friends” e a gravação de lives de artistas compostas apenas com repertório de “antigas”.

 

A volta do DVD

Locadora de DVDs — Foto: Jens Buttner/dpa-Zentralbild/dpa Picture-Alliance/AFP/Arquivo

A nostalgia da quarentena ressuscitou um hábito antigo: os filmes em DVD e Blu-ray. Produtoras e distribuidoras de cinema investem como podem no relançamento de grandes sucessos dos últimos anos para tentar salvar as contas negativas dos meses sem cinemas e estreias.

Algumas empresas decidiram voltar a produzir ou intensificar os lançamentos em mídia física nos últimos três meses, quando começou o isolamento social para conter a pandemia do novo coronavírus.

Mas existe um cuidado na seleção. Para um filme dar certo em DVD na era do streaming, ele precisa ter feito sucesso nos cinemas e ter fãs dedicados. A exemplo de “Parasita”, vencedor do Oscar neste ano, que será lançado em DVD neste mês. Filmes de terror também têm feito sucesso no “novo” velho formato.

No sentido horário: Raça Nega, Péricles, Alexandre Pires, Thiaguinho, Pixote e Sorriso Maroto, donos das lives de pagodes mais vistas até agora — Foto: Reprodução

 

Pagode em alta

O clima da roda de samba, a memória afetiva das sucessos românticos, o molejo para lidar com a transmissão ao vivo: tudo isso fez o pagode se encaixar bem na nova paixão brasileira pelas lives.

O ritmo surpreendeu e, das 20 lives individuais mais vistas que estão no ar, ele só perde para o sertanejo, deixando para trás funk, forró, pop e eletrônica. E o povo quer ouvir mesmo “as antigas”.

Em entrevista ao G1, Anderson, do Molejo, tem uma explicação excêntrica sobre o fenômeno: “Para o brasileiro, pagode é igual mortadela”. Ele explica: a pessoa não vai sair por aí admitindo que ama, mas na hora H, é tudo o que ela quer.

É como uma “confort food”, alimento que conforta nas horas difíceis – uma quarentena, por exemplo.

 

Cinemas drive-in

Sucesso no passado, os cinemas drive-in deixaram de ser espaço para nostálgicos e passaram a ser aposta do entretenimento fora de casa em 2020, com o distanciamento social para conter o avanço da Covid-19.

Drive-ins tradicionais já ativos antes da pandemia e novas iniciativas com plateias em carros querem atrair um público que quer mais do que ficar no sofá vendo lives, TV ou streaming.

Aqui no Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília são algumas das localidades que já contam com o cinema nos carros.

Em Madri, na Espanha, o clima de nostalgia foi duplicado nesta semana: o filme “Grease — Nos Tempos da Brilhantina” (1978) foi exibido em um cine drive-in.

 

Reencontro de elencos

Um tipo específico de live da quarentena tem levado fãs à histeria no mundo todo. São reencontros de elencos de séries e filmes, que dão aquela nostalgia.

Essas reuniões – com cada ator na sua casa, falando por ligação de vídeo – viraram mais um dos grandes filões da cultura, no confinamento causado pelo coronavírus.

Já teve encontro com o elenco de “De volta para o futuro”, “Um maluco no pedaço” e “Os goonies”. Teve convocação do time do “The office” para celebrar, à distância, o casamento de dois fãs da série. E também aconteceu a reunião de uma banda… fictícia. É a The Wonders, a banda do filme de mesmo nome, de 1996. Foi a primeira reunião deles nesses 24 anos.

 

Jogo clássico em versão virtual

StopotS é uma das opções de jogos virtuais para se divertir com amigos — Foto: Divulgação

Versões digitais do clássico de escola “Stop” (ou “Adedonha”, “Adedanha” e outras de suas variantes regionais) apresentaram um alto crescimento de popularidade no Brasil desde o início do isolamento.

Em março, o game de celulares “Stop”, exclusivo para aparelhos Android e iPhones, chegou ser o 3º gratuito mais baixado na loja da Apple e o 16º entre os do Google. Logo atrás está o também brasileiro “Stopots”, que compartilhou a 3ª colocação entre os iPhones, mas não repetiu o sucesso do colega entre Androids e atingiu no máximo a 36ª colocação.

“Nesse momento tão conturbado que a gente está vivendo, jogos como ‘Stop’ fazem a gente ter um pouco de distração, além de relembrar os tempos de criança. Traz uma nostalgia gostosa em meio a tanto caos”, conta Paloma Oliveira, de 20 anos, adepta do jogo.

Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2020/06/01/nostalgia-na-quarentena-itens-e-habitos-do-passado-sao-resgatados-durante-isolamento.ghtml

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