Os benefícios da ioga na gestação

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Estudo da Universidade de Manchester, no Reino Unido, comprovou que uma aula de ioga reduz os hormônios do estresse em até 14%

A ansiedade faz parte da gestação. A futura mãe está aguardando a chegada do bebê, superando o medo do parto e se preparando para o desafio de cuidar e educar um filho. Embora essas sensações sejam consideradas normais, estudos indicam que o nascimentoprematuro, o baixo peso ao nascer e problemas de desenvolvimento na infância estão ligados ao excesso de estresse na gravidez.

A boa notícia é que a ioga pode ajudar a amenizar esse sintoma. A prática vem da filosofia oriental e busca saúde por meio da respiração e exercícios corporais. Um estudo realizado pelo Centro de Investigação em Saúde Fetal da Universidade de Manchester, no Reino Unido, comprovou cientificamente que a ioga reduz o estresse e a ansiedade das gestantes.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores dividiram 59 mulheres grávidas do primeiro filho em dois grupos distintos: um deles fez uma aula de ioga durante oito semanas e o outro não. Durante esse período, as gestantes responderam questionários sobre o estado emocional que se encontravam. Ao final do período, após a análise das respostas, os pesquisadores calcularam que uma única aula de ioga reduziu os níveis de hormônios do  estresse em 14%.

Para a professora e especialista em ioga para gestantes Kátia Barga, de São Paulo, a prática também estreita o vínculo entre mãe e filho. “Durante as aulas, a mulher reflete sobre a gestação e compreende as mudanças, o que a deixa mais segura”, complementa Kátia.

Além da melhora no equilíbrio mental, a ioga também estimula a flexibilidade corporal e ajuda a gestante a manter uma boa postura, prevenindo as dores nas costas, além de preparar o assoalho pélvico – músculos localizados na região entre as pernas que ajudam a controlar os músculos que fecham o ânus, a vagina e a uretra – para o parto normal.

De acordo com a ginecologista e obstetra Karen Camarotto, de São Paulo, a ioga aumenta a circulação sanguínea, diminuindo inchaço tão comum no fim da gestação. Como os exercícios de respiração fazem com que o coração bata mais depressa, os rins também passam a funcionar mais rápido, minimizando a retenção de líquido, que provoca o inchaço.

Apesar de todos os benefícios, a prática por gestantes deve termo aval do obstetra e ser realizada com um profissional especializado, já que alguns exercícios são proibidos. Segundo Kátia, posições que deixam a gestante de barriga para baixo, que aumentam ou diminuem muito a respiração e as invertidas – quando a grávida fica de cabeça para baixo, não são indicadas. “Na primeira, a pressão no abdôme é muito grande, a segunda pode prejudicar a oxigenação do bebê e na terceira, a gestante pode sofrer com a variação da pressão arterial”, afirma a especialista.

Para alcançar os benefícios da ioga, é necessário regularidade nas aulas. Kátia aconselha que a gestante faça aula, no mínimo, duas vezes na semana. E aí, se animou?

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/

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