• 2 de julho de 2022 02:27

Reator britânico compacto produz plasma pela primeira vez

nov 1, 2020
Compartilhe Boas Notícias

Lentamente, os progressos feitos nos dois lados do Atlântico na busca pela energia obtida via fusão nuclear surgem: depois do SPACR, do americano Massachusets Institute of Technology, as boas novas vêm da UK Atomic Energy Authority (UKAEA) e seu Mega Amp Spherical Tokamak (MAST). O reator conseguir, pela primeira vez, atingir seu “primeiro plasma”, quando todos os componentes essenciais funcionam simultaneamente, produzindo uma nuvem de gás ionizante.

Tokamak é uma transliteração da expressão russa que significa “câmara toroidal com bobinas magnéticas” – uma câmara em forma de rosca dentro da qual ocorre a reação de fusão. A nuvem de plasma formada é mais quente que o Sol, e por isso ela precisa ser confinada por forças magnéticas, geradas por gigantescas bobinas eletromagnéticas resfriadas por hélio líquido.

O principal problema enfrentado pelos cientistas e técnicos do Centro Culham para Energia de Fusão (onde está o MAST) foi a temperatura do plasma – ter um sol dentro de um prédio gera obstáculos desse tipo.

30171806113423-3093039
O intervalo no interior do MAST foi reduzido ao máximo possível. Fonte: UKAEA/Divulgação

“Temos pensado em reatores de fusão que permitam construções menores e, portanto, mais baratas. Essa é a gênese por trás do tokamak esférico. O grande desafio disso é que, para a fusão acontecer, é preciso que o combustível seja dez vezes mais quente que o Sol. Se você puser essa nuvem de gás ionizante em uma caixa cada vez menor, as chances de derreter as paredes aumentam incrivelmente. É preciso, então, uma maneira inteligente de retirar o calor do plasma”, explicou o físico Ian Chapman, CEO da UKAEA.

30173633721433-1486519
Simulação por computador do MAST em funcionamento. Fonte: UKAEA/Divulgação

O sistema de exaustão do tokamak (ou “divertor”) processa o combustível e o plasma, que deve estar frio o suficiente para não acrescentar custos à produção de energia por conta da manutenção do sistema. O problema é que os divertores existentes hoje não são projetados para suportar o calor que os grandes reatores de fusão produzirão no futuro.

O desafio de desenvolver um divertor que pudesse gerenciar a energia recebida do plasma foi resolvido com um sistema de escapamento chamado divertor Super-X, projetado para canalizar o plasma para fora da máquina em temperaturas baixas o suficiente para não danificar os componentes do reator em contato com a nuvem de gás quente.

Os testes do Super-X no MAST são mais uma etapa no projeto da usina de fusão do Reino Unido, o Spherical Tokamak for Energy Production (STEP), com funcionamento previsto para 2040.

O sucesso do “primeiro plasma” também vai ajudar no progresso do International Thermonuclear Experimental Reactor (ITER), um reator a fusão que está sendo construído desde 2013 no sul da França por um consórcio reunindo União Europeia, EUA, China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Rússia. O tokamak, que pretende produzir energia em escala industrial, só deve começar a gerar reações de fusão em 2035.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br/ciencia/206108-reator-britanico-compacto-produz-plasma-primeira-vez.htm

Se curte nosso conteúdo, considere nos ajudar a manter o nosso trabalho diário no ar e continuar levando boas notícias a todos, através do https://mla.bs/d8cdcb20 😊

#jornaldeboasnoticias #boasnoticias #noticiaboa #goodnews #boasacoes #esperança #bonsexemplos #fazerobem #boanoticia #noticiapositiva

 26 Total Visualizações,  1 Visualizações Hoje

Comments are closed.