Rolling Stones esgotaram o Parque da Bela Vista numa noite dedicada ao rock

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Rolling Stones esgotaram o Parque da Bela Vista numa noite dedicada ao rock
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O Palco Mundo abriu partilhado por três bandas e três artistas diferentes: Rui Veloso, Lenine e Angélique Kidjo. Seguem-se os Xutos Pontapés, Gary Clark Jr. e, por fim, o concerto mais esperado da noite – Rolling Stones. São já muitos os que se juntam em frente ao palco na expectativa de arranjar um bom lugar para assistir a uma das maiores bandas de rock de sempre.

Os Rolling Stones subiram na noite desta quinta-feira ao Palco Mundo num daqueles que pode ter sido um dos últimos – senão o último – concertos em Portugal. Logo no início, mesmo antes de começarem a actuação e quando as luzes apagaram, ouviu-se uma ovação incrível de um público sedento por ouvir esta mítica banda do rock. Aquela que é “a melhor banda de sempre do rock“, como dizia alguém do público entre canções, deu um espectáculo que não faz jus à palavra: não há mesmo uma palavra para descrever o quão bom foi o concerto.
No palco e na plateia, sentiu-se a energia incansável que acompanha os Rolling Stones há décadas e pela qual eles são conhecidos. E o público português sabe bem disso: o que o confirma são as 86 mil pessoas que entraram na Cidade do Rock até às 22:30, numa noite em que os bilhetes esgotaram completamente.
I know it’s only rock and roll but I like it“, cantou Mick Jagger, e o público respondeu da mesma forma: pode ser só rock and roll, mas é certo que gostou imenso. E mais do que cantar rock and roll, os Rolling Stones sabem o quão importante é comunicar com o público, e até tentaram fazê-lo em português. Mick Jagger disse mesmo num português quase perfeito “Olá Lisboa, é bom estar de volta!” e Keith Richards, o vocalista, referiu ser “bom estar aqui, aliás, é bom estar em qualquer lado“.
Para além dos quarteto americano e da banda que o acompanha, subiram também ao palco Bruce Springsteen e Gary Clark Jr. para cantarem com os Stones. Quando o nome de Bruce Springsteen foi dito, o público foi levado à loucura. “Start Me Up” foi uma das músicas mais cantadas pelo público, com um eco que provavelmente se ouvia a quilómetros, que teve de aguardar até ao final para ouvir os maiores êxitos da banda.
Para terminar, claro, “I can’t get no satisfaction”, acompanhada por um espectáculo de pirotecnia, que levou muita gente que estava já a sair a parar no meio do caminho e a acompanhar a banda. Um concerto memorável para os 90 mil fãs – que foram “um público maravilhoso” – que vieram até à Cidade do Rock para ouvir uma banda que não precisa de se justificar para mostrar que é das melhores de sempre.
Gary Clark Jr. trouxe à Cidade do Rock aquilo que de melhor sabe fazer: tocar guitarra em modo rock com jeito de blues. Durante quase uma hora e meia, o guitarrista mostrou porque é que mereceu actuar no palco principal do Rock in Rio e porque é que pode ser considerado um dos melhores guitarristas da actualidade.

Foi provavelmente a melhor escolha para relaxar depois de um entusiasmante concerto dos Xutos Pontapés e antes do mais esperado da noite – os Stones. Mas, no entanto, engane-se quem achava que podia aproveitar este espectáculo para descansar: o guitarrista fez tudo o que pode para animar a noite dos 90 mil visitantes do recinto.

 

O público comentava que “ele fala pouco mas toca ‘ganda’ som“. Em jeito de resposta, Gary disse que “vocês são lindos e é muito bom estar aqui convosco“. Melhor ainda foi ouvir os acordes que trouxe à Cidade do Rock, poucas vezes acompanhadas pela voz que tem.

Perante uma multidão à espera de ver um bom concerto de rock, os Xutos Pontapés deliciaram os fãs com muitos dos temas que os fazem famosos há já 35 anos. Uma idade que, disse Tim, se deve “a todos aqueles que nos estão a ver aqui e agora“. Até agora, depois da actuação de Rui Veloso e companhia, os Xutos foram quem conseguiu mais aplausos e mais vozes a acompanhar as músicas. Com os braços em “x”, a forma tradicional de mostrar o “amor” aos Xutos, o público mostrou que os “Rolling Stone portugueses” são umas das bandas preferidas.
Os chuviscos que começaram a cair no meio do concerto não demoveram ninguém. Houve até quem começasse a saltar mais, talvez para fazer com que os pingos secassem mais depressa. Em “Maria”, um dos temas mais conhecidos dos portugueses, as quase 90 mil vozes que já estão no recinto juntaram-se para gritar bem alto o nome daquela que deu o nome a esta canção, mas incomparável ao coro que se juntou para cantar a “Casinha”, que pôs muitos telemóveis a gravar a música.
No público para ver os míticos Rolling Stones estão pessoas de vários países. Desde franceses a ingleses, passando pelos nossos “hermanos”, muitos são aqueles que vieram a Portugal e, mais especificamente à Cidade do Rock, para ver a banda inglesa. Miguel, um espanhol que veio da Galiza para ver os Rolling pela quarta vez, confessou ao Hardmusica que a esposa devia estar amanhã no trabalho, mas ligaram para o trabalho para dizer que “estamos doentes“. Para além da banda, aproveitam e visitam Lisboa, uma cidade que consideram ser “muito bonita“.
Miguel já os viu em Madrid, em Santiago de Compostela e em Vigo e veio a Lisboa porque não pode “perder uma oportunidade” de os ver. Sobre os Xutos Pontapés, disse estarem a “surpreender com o som muito bom do rock clássico que tocam“. Enquanto contava as experiências passadas com os Rolling Stones, Kalú dizia ao microfone, entre canções, “Coelhinho se eu fosse como tu, pegava na troika e enfiava-a pelo co….elhinho…“.
Um concerto memorável para todos os fãs de Xutos Pontapés que ficam a aguardar pelo concerto de Rolling Stones.
Rui Veloso abriu o palco com “Lado Lunar”, uma das músicas mais conhecidas do português, mas foi “Chico Fininho”, a par com “Sodade”, que receberem a maior quantidade de aplausos. No início, não se entendia a decisão de unir três artistas tão diferentes em palco, mas o final justificou-o: Rui Veloso, Lenine e Angélique Kidjo juntaram-se no palco para cantar “Sodade”, “Dois Olhos Negros” e “Africa”, que, apesar dos estilos serem diferentes, correu muito bem para os três, com uma aceitação espectacular, com muitos aplausos.
No palco, Berg acompanhou Rui Veloso na voz e na guitarra, justificando a vitória no Factor X. Lenine, o mais rockeiro da noite, foi o que mais mãos no ar e mais saltos arrancou ao público. Já a primeira a interagir com a assistência foi Angélique Kidjo, que trouxe os ritmos africanos do Benim ao Rock in Rio Lisboa 2014, acompanhada pelo coro “Shout”, e que estava vestida a rigor.
O ambiente na Cidade do Rock é de muita euforia e muita expectativa perante o concerto dos Rolling Stones. Os fãs vieram vestidos a condizer, com muitas t-shirts com a marca da banda: a língua de fora da boca. A cerveja também é algo que não falta aos milhares de visitantes do recinto – 30 mil tinham entrado até às 18:00 -, que a usam para se começarem a aquecer numa noite que se avizinha fria. O que não falta são também as selfies com o Palco Mundo por trás, para partilhar com o mundo e fazer inveja aos amigos que não puderam vir. Com os bilhetes completamente esgotados, são mais de 90 mil as pessoas que vêm assistir ao concerto da mítica banda de rock.

Fonte: http://www.hardmusica.pt/

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