‘Salvou a minha vida’, diz mulher que emagreceu para doar fígado a menino

‘Salvou a minha vida’, diz mulher que emagreceu para doar fígado a menino
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Tatiana afirma que vai continuar na dieta e que a experiência mudou sua vida. João, que recebeu fígado, se recupera bem, mas ainda está na UTI.

Domingo passado, você conheceu no Fantástico a história da Tatiana, que emagreceu quase 30 quilos para poder doar uma parte do fígado para o João Vitor, um garotinho de quatro anos que enfrenta o câncer.

Uma história tão emocionante que todo mundo quer saber: depois do transplante, como é que estão os dois?

Foram oito meses de uma dedicação enorme para atingir a meta: perder 27 quilos. Tatiana conseguiu. Tanto esforço e generosidade garantiram uma nova chance de vida para João, um menino de quatro aninhos, com câncer de fígado. Uma criança que ela nem conhecia.

A Tatiana doou um pedaço, 25% do fígado – um órgão que leva, em média, quatro semanas para se regenerar. Quinze dias depois da cirurgia, o Fantástico encontrou com a Tatiana, e para nossa surpresa, ela está ainda mais magra.

“Mais um pouquinho, foram mais dois quilos”, conta Tatiana.

Fantástico: Isso significa que você continua fazendo dieta?
Tatiana: Não vou parar, mudou minha vida

“Eu não quero mais engordar, não quero ter mais o peso que eu tinha antes”, acrescenta Tatiana.
Ela recebeu alta quatro dias depois da cirurgia. A recuperação tem sido tranquila ao lado da família.

“A recuperação tesá sendo ótima. A previsão era de ter alta em cinco dias. Eu tive em quatro dias. A maior beneficiada nisto fui eu. Ele salvou a minha vida primeiro. Primeiro ele me ajudou a resgatar a minha vida, a minha saúde, a minha autoestima”, conta Tatiana.

João continua internado na UTI. Nos últimos dias ele apresentou alguns sintomas de rejeição mas os médicos disseram que não foi nada grave.

A Dona Maria está nesse hospital em São Paulo com o João há 18 dias. Dona Maria, como é que está sendo a recuperação?

“Está recuperando bem. Está tomando antibiótico ainda, mas febre não deu mais. Está recuperando bem de novo. Reagiu de novo. Mais uma vez ele reagiu de novo”, conta a avó.

O pequeno guerreiro da avó Maria deve receber alta em mais uma ou duas semanas. Mas voltar para casa em Florianópolis?

“Ele está se recuperando bem. Ele já pode sair do leito da UTI e brincar na brinquedoteca, ele faz isso. Mas ele vai ter que ficar aqui em São Paulo por mais dois, três meses depois da alta. Ele tem que ser submetido a novos ciclos de quimioterapia para matar as células microscópicas que estão circulando na corrente sanguínea dele”, disse o cirurgião pediátrico João Seda Neto.

Nesta semana, a família de Tatiana visitou João pela primeira vez depois do transplante.

Fantástico: O que você disse para João?
Pedro, filho da Tatiana: Eu disse assim: ‘ah, que saudade de você João. Agora você é meu irmão”.

Pedro sempre quis um irmãozinho. Antes dele Tatiana perdeu três bebês. Depois, ela continuou tentando, engravidou mais duas vezes e perdeu de novo.

“Eu fiquei muito emocionada de ver os dois juntos, e ver o Pedro aceitando o João desta forma. Ele realmente aceitou o João como irmão. É um filho que eu vou acompanhar o resto da vida”, diz Tatiana.

Um filho que nasceu de um jeito diferente.

“Filho de fígado como diz o João”, brinca.

“A cicatriz ela vem, do meio do peito, do coração, desce vai até acima do umbigo e vira para cima um pouquinho. É o desenho de um jota, jota de João. E ele veio para marcar mesmo. João ficou para sempre”, conta.

João marca uma profunda mudança na vida de Tatiana, uma transformação que pode inspirar muita gente.

“Não espere ter alguém a ponto de morrer ou precisando muito para que você resgate a sua vida. Mantenha-se bem. As situações da vida, as circunstâncias te levam para uma coisa assim tão dramática, tão radical, mas a gente não precisa esperar uma situação desta. Se alimente bem, beba muita água, pratique exercícios. Guarde a sua mente e se doe. Olhe para o lado, tem sempre alguém precisando de você. Eu acho que o propósito da vida da gente é este: servir, é amar. Me sinto feliz e realizada com o que eu fiz, faria de novo”, conclui.

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