Sistema de bicicletas compartilhadas que ficam soltas pela cidade estreia em SP

Sistema de bicicletas compartilhadas que ficam soltas pela cidade estreia em SP
Avalie este conteúdo

Serviço da Yellow Bike começa com 500 bikes; objetivo é chegar a 20 mil até o fim de 2018, segundo a empresa.

O primeiro serviço de compartilhamento de bicicletas que permanecem soltas pelas vias da cidade começa a operar nesta quinta-feira (2) em São Paulo. As bicicletas do Yellow Bike ficam bloqueadas nas calçadas, e o ciclista as desbloqueia por meio de um aplicativo de celular.

O sistema, chamado de “dockless”, dispensa os pontos de estacionamentos específicos para as bicicletas. É o primeiro do tipo a entrar em operação na cidade.

“Nessa primeira fase estamos colocando 500 bicicletas à disposição na cidade”, diz Luiz Felipe Marques, diretor de marketing da Yellow Bike. Ele reforça que é uma fase piloto, que deve durar cerca de duas semanas.

Algumas bicicletas da empresa já haviam sido colocadas nas ruas para testes antes. A diferença é que agora elas podem ser usadas por qualquer pessoa que tenha o aplicativo. O serviço custa R$ 1 a cada 15 minutos de utilização.

A princípio, a operação ficará concentrada entre as Zonas Oeste e Sulo, na região do Centro Expandido. Ou seja, uma bicicleta deixada na Zona Norte provavelmente será levada de volta à área inicial pela empresa.

Segundo Marques, o serviço coletará informações sobre os locais com maior demanda para as bikes. A ideia é colocar mais 1.500 bicicletas na rua após a fase piloto e, posteriormente ampliar o número até chegar a um total de 20 mil pela cidade até o fim de 2018.

GPS e furtos

As bicicletas têm GPS integrado, de modo que a localização de cada uma sempre esteja monitorada e possa ser vista através do aplicativo. Para evitar furtos, elas são equipadas com acessórios feitos especificamente para o modelo da empresa e que não podem ser usados em outras marcas do mercado.

Ariel Lambrecht, um dos fundadores da empresa, explica que a própria bicicleta foi pensada para evitar furtos. “Em primeiro lugar, la é feita de aço, uma matéria muito mais barata que o alumínio”, diz.

Além disso, “alguns parafusos você não consegue, com uma ferramenta comum, remover. O parafuso da roda, por exemplo, não existe uma chave que consiga abrir ele”, afirma, “a não ser que você tenha uma ferramenta que a Yellow tem pra fazer a montagem”.

Lambrecht diz também que as partes da bicicleta, como o selim, não seguem o padrão da indústria e não podem ser adaptados em unidades de outro fabricante. “Algumas pessoas vão roubar no começo, mas a hora que eles perceberem que não tem utilidade, isso vai cessar os roubos”, diz o sócio.

Eduardo Musa, CEO e também cofundador da Yellow, afirma que as experiências ao redor do mundo que não deram certo, como em Manchester, na Inglaterra, tinham poucas bicicletas rodando – quanto mais unidades, maior a vigilância da sociedade. “O sistema [de compartilhamento de bicicletas] só funciona em altíssima densidade”, diz.

Esse é um dos motivos, segundo Musa, de atuar em uma área específica da cidade. “Uma bicicleta isolada fica fora do sistema”, afirma.

Aplicativo

Para usar a bicileta, é preciso baixar um aplicativo da Yellow. Diante da bicicleta, o aplicativo lerá o código de cada uma e o cadeado será aberto automaticamente. A partir deste momento, o cronômetro começa a calcular o tempo de viagem.

Em decreto assinado em setembro de 2017, o então prefeito João Doria (PSDB) estabeleceu novas regras para o compartilhamento de bicicletas na cidade.

De acordo com o decreto, é de obrigação das operadoras fornecer os dados das viagens à Prefeitura, além de garantir a liberação da bicicleta com Bilhete Único.

Fonte: G1

Se você quer receber atualizações sobre este tema ou outros de nossa página, inscreva-se abaixo:
Receba boas notícias em seu Email


Translate »