O abraço ajuda a manter a saúde física e mental, explica a ciência

Cientistas analisaram mais de 400 adultos durante duas semanas e chegaram a uma conclusão sobre os abraços: eles podem afetar positivamente nossa saúde física e mental.

A pesquisa foi publicada pela revista PLoS ONE e analisou a resposta das pessoas a conflitos cotidianos. Um total de 404 adultos foram entrevistados diariamente durante 14 dias. Eles respondiam perguntas sobre sua saúde, conflitos, como se sentiam emocionalmente e se haviam ou não recebido um abraço.

Ao final do estudo, os pesquisadores notaram que mesmo aquelas pessoas que se envolveram em conflitos interpessoais se mostravam mais positivas quando haviam recebido um abraço no mesmo dia. Os abraços também diminuíram a incidência de desenvolvimento de resfriados e outras infecções.

Outro levantamento apontou que mulheres na pré-menopausa que recebiam abraços frequentes de seus parceiros eram propensas a ter pressão sanguínea e batimentos cardíacos mais baixos. Elas também apresentavam maiores níveis de ocitocina, conhecido como o “hormônio do amor”.

Por outro lado, um estudo realizado em orfanatos na Romênia apontou que crianças que viviam nessas instituições e recebiam comida, porém não eram seguradas ou abraçadas, apresentavam um desenvolvimento social, emocional e cognitivo mais lento quando comparadas às demais. Essa tendência é reforçada por um estudo realizado pela Instituto Weizmann de Ciência.

Segundo a pesquisa, quanto mais os pais abraçam seus filhos, maior o desenvolvimento físico e emocional dos pequenos. O segredo estaria novamente na ocitocina, visto que o hormônio comanda a formação de novos vasos sanguíneos no cérebro do bebê, especialmente na glândula pituitária, responsável por controlar processos como o estresse, o crescimento e, no futuro, a reprodução.

Vai um abraço aí?

Fonte: Hypeness

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