Ouro no bolso: você sabia que seu celular é feito com metais preciosos?

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Se você está lendo este texto pela tela do seu smartphone, saiba que você está segurando ouro nas suas mãos. Isso não é uma metáfora para o alto preço cobrado pelos aparelhos, em especial os top de linha. Celulares têm, literalmente, ouro em sua composição, principalmente os mais antigos —nos mais novos, avanços permitiram a substituição do metal por elementos mais baratos.

Não é apenas nos smartphones: o ouro está em equipamentos como TVs e aparelhos de som. Ele banha outros metais por meio de um processo chamado de galvanoplastia, que usa eletricidade para fazer com que íons de metais cubram outras superfícies.

Mas por que ouro?

Com tantos metais por aí, por que usar justamente o ouro dentro do seu smartphone? A explicação tem a ver com as propriedades do metal, especialmente em termos de resistência à corrosão e condutividade.

O ouro é um excelente condutor de energia elétrica e térmica. Ele é usado geralmente em componentes que não podem sofrer processos de oxidação e que precisam de boa condução elétrica e de calor.

Um local onde ele é usado é na placa de circuito integrado do aparelho, diz Adriana da Cunha Rocha, Coordenadora dos Cursos de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica da UFRJ.

Essas propriedades do ouro colocam ele no “pódio” dos metais que melhor conduzem eletricidade, mas, ao contrário do que vemos em uma premiação olímpica, ele fica atrás da prata e do bronze nesse quesito. E por que não usar a prata, que conduz melhor e é até mais barata? Porque ela oxida com muita facilidade.

“Entre esses metais, o ouro é o mais resistente à oxidação ao ar livre e, por isso, muitos contatos elétricos são banhados a ouro como forma de aumentar a durabilidade”, diz Carlos Fernando Teodósio, coordenador do curso de Engenharia Eletrônica e de Computação da Escola Politécnica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Outro ponto a favor do ouro é a sua ductilidade, isto é, a capacidade de ser usado na construção de fios finíssimos, com espessura de 30 micrômetros —cada micrômetro corresponde a um milímetro dividido em mil partes—, algo necessário para aplicações em microeletrônica.

O ouro, no entanto, não está sozinho na categoria dos “metais preciosos em smartphones”. Prata e platina são bem conhecidos nesse quesito. Já outros nem tanto, mas são igualmente fundamentais.

Outros elementos condutores são as terras-raras, metais abundantes na crosta terrestre, mas de extração extremamente difícil e cara, como lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio e lutécio.

“As terras-raras, chamadas com frequência de metais tecnológicos, são fundamentais para o design e a funcionalidade dos smartphones”, explica Walter Cândido, responsável pela área de relações institucionais da Abramp (Associação Brasileira dos Metais Preciosos).

Puro não, misturado

Uma das razões para o uso do ouro não encarecer ainda mais os smartphones está no grau de pureza do material usado nas entranhas do aparelho.

“O que se utiliza na produção de smartphones geralmente, é uma liga de ouro o que significa que o metal não recebe o mesmo tratamento que teria, por exemplo, na produção de joias”, reforça André Castro, gerente de operações do Grupo PLL, especializado em reparos de celulares.

Ou seja: não adianta se empolgar e ter a brilhante ideia de derreter seu aparelho para conseguir o ouro.

Além disso, é importante deixar claro que “ter ouro” é diferente de “ter muito ouro”. Segundo informações da Abramp, a média é de 0,034 g de ouro por aparelho. Considerando que o grama do ouro estava cotado em R$ 339,46 quando esse texto foi publicado, isso daria algo em torno de quase R$ 11,50 por smartphone.

Além disso, reciclar um aparelho apenas para extrair o ouro do seu interior não é uma tarefa economicamente viável, ainda que o comitê organizador das Olimpíadas de Tóquio —que foram adiadas devido à pandemia do novo coronavírus— tenha feito exatamente isso: usou eletrônicos descartados para extrair metais usados na confecção das medalhas que serão dadas como prêmio nas competições.

Há outro benefício em reciclar eletrônicos: diminuir o impacto ambiental desse segmento industrial. A extração dessas chamadas terras-raras, por exemplo, envolve o uso de ácidos (sulfúrico e fluorídrico, por exemplo), o que gera grandes quantidades de resíduos tóxicos.

“Para extrair o ouro que vai em apenas um celular é preciso escavar 10 kg de terra de minas. A fabricação do aparelho todo consome 13 mil litros de água, e emite 16 kg de CO2, a mesma poluição gerada ao rodar 320 km com um carro popular. Cedo ou tarde, vamos precisar reaproveitar o lixo eletrônico da mesma forma que hoje fazemos com as latinhas de alumínio, 98% recicladas”, alerta Cândido.

Fonte: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/10/08/ouro-no-bolso-voce-sabia-que-seu-celular-e-feito-com-metais-preciosos.htm

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