Escócia aprova lei que exige 50% de mulheres em postos diretivos públicos

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Escócia aprova lei que exige 50% de mulheres em postos diretivos públicos
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Medida vale para polícia, bombeiros, colégios, universidades e outras instituições.

Escócia se tornou a primeira região do Reino Unido a aprovar uma lei para garantir pelo menos 50% dos postos diretivos de todas as instituições públicas para mulheres, em meio ao debate sobre igualdade de gênero e brecha salarial.

A norma, aprovada pelo Parlamento escocês, estipula que, a partir de 2022, a proporção de mulheres a ocuparem postos executivos de um organismo público deve ser de pelo menos 50%.

O regulamento será aplicado a equipes de gestão de colégios, universidades e alguns organismos públicos, incluídos os conselhos de saúde, as agências empresariais, a polícia e os bombeiros.

A aprovação desta medida ocorre em um momento no qual os debates sobre o sexismo no trabalho e a brecha salarial entre homens e mulheres estão muito presentes na opinião pública britânica.

A última questão se desencadeou depois que uma jornalista da BBC se demitiu ao descobrir que ganhava menos do que alguns de seus companheiros, o que levou outras profissionais da emissora a pedirem aumentos de salário.

A ministra de Igualdade do Executivo escocês, Angela Constance, disse que o objetivo é “corrigir a escassa representação das mulheres nos conselhos públicos” para assegurar que suas vozes “deem forma às decisões que tomam” e que tenham um impacto sobre os serviços públicos.

Constance observou que a norma criará “uma Escócia mais justa” que caminhará “para a destruição do teto de cristal de uma vez por todas”.

A presidente do grupo de ativistas “Mulheres 50:50”, Talat Yaqoob, também apoiou a medida ao apontar que as juntas diretivas “têm um papel muito importante na prestação de serviços públicos”.

Segundo esta ativista, os serviços públicos são utilizados majoritariamente por mulheres, por isso que considerou “justo” que tenham poder de decisão.

Emma Ritch, diretora-executiva da organização feminista Engender, destacou que é “crucial” que tais órgãos de direção “incluam mulheres de diferentes entornos socioeconômicos, mulheres negras e de minorias étnicas, além de lésbicas, gays, bissexuais e transgênero”.

Fonte: G1

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