Estudante de área rural se forma na universidade Sorbonne, em Paris

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Aos 27 anos, Paola Campos vive um sonho. Mas não foi num piscar de olhos que chegou lá.

Da escola municipal na zona rural de Japeri, na Baixada, até se formar no mestrado numa das mais importantes universidades do mundo, a Sorbonne, em Paris, ela percorreu um caminho em que a persistência, o foco nos estudos e o estímulo da família foram seus grandes aliados. Hoje, ela trabalha numa multinacional na capital francesa.

Moradora da localidade de Rio D’ouro, na divisa com Nova Iguaçu, Paola é filha de uma professora e um funcionário público. Iniciou a educação na Escola Municipal Santo Antônio, que acabava de ser construída e, por isso, só oferecia até o 5º ano do ensino fundamental. Para continuar os estudos, teve de frequentar aulas em outro município. Aos 10 anos, a maratona da japeriense começava às 6h, ao sair de casa. Ela só voltava às 18h. As longas horas no transporte público foram superadas pelo foco no sonho de ser diplomata.

Com grande esforço dos meus pais, fui estudar em uma escola particular em Queimados. Sempre quis ser diplomata, pois me interessava muito por história, geografia e idiomas — conta Paola.

Com o fim do ensino médio, ela passou para a faculdade de Relações Internacionais, mas surgiram novas barreiras. O curso ficava na Zona Sul do Rio e era particular. A mensalidade era mais do que a família poderia pagar. Mas o reitor se sensibilizou e deu uma bolsa para a aluna.

Para pagar faculdade e curso de francês (ela estudou também inglês e espanhol), Paola trabalhou como vendedora. No 3º período da faculdade, foi aprovada para estagiar numa multinacional francesa.

Além da oportunidade na empresa, em que acabou contratada, ela passou um ano em Londres, onde representou o Brasil entre alunos de 14 países após ganhar um concurso.

Formada e pós-graduada, Paola, então, tentou um novo projeto: estudar na França. Sua candidatura foi aceita justamente na Sorbonne.

— O início foi duro. Tinha amigos, família e emprego no Brasil — conta ela, que chegou a Paris com francês básico e encarou o rigoroso inverno parisiense. — Hoje, após dois anos e meio, me sinto integrada.

Fonte: Extra
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