Desemprego, depressão e 45kg: mulher supera drama e fica ‘sarada’ com reeducação alimentar e exercícios físicos

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Desemprego, depressão e 45kg: mulher supera drama e fica ‘sarada’ com reeducação alimentar e exercícios físicos
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Paula Edo, de 37 anos, mudou de vida com ajuda do programa de emagrecimento desenvolvido em posto de saúde de Campinas (SP). Ela trocou os 113kg pelo corpo de 68kg em um ano e meio.

Quem olha o antes e depois de Paula Vanessa Edo, de 37 anos, não imagina o esforço dela para superar dramas pessoais e os quilos acumulados em dois anos. Magra e ativa, de uma hora para outra ficou desempregada, com a obra do apartamento embargada, deprimida e obesa. Quando percebeu, estava sedentária, com dores por todo o corpo e na “porta do diabetes”. Com o auxílio de um programa de emagrecimento do posto de saúde perto de casa, em Campinas (SP), reaprendeu a comer e, com ajuda dos exercícios físicos, deixou os 113kg para ostentar um visual ‘sarado’, com 68kg, um ano e meio depois.

Paula relata que faz questão de espalhar a quem pode sua história, de contar que perdeu 45kg, na tentativa de ser referência para quem sofre dos males da obesidade. “Quando eu estava nesse processo de emagrecimento, tinha uma ansiedade de ver alguém que tivesse emagrecido para eu saber que era real, que era possível”, conta.

“Quando eu falo para a pessoa que é possível perder peso sem cirurgia, só com alimentação e exercícios, eu vejo nos olhos que ela se emociona. Eu me emociono! Eu sei que é uma necessidade ter uma referência. É difícil”, explica.

Antes de iniciar a luta contra a balança, Paula precisou lutar contra si mesmo. A administradora destaca que não percebeu o ganho de peso ao longo dos anos e, afundada numa depressão, agia no “piloto automático”, mesmo com a necessidade constante de mudar as peças de roupa pelo tamanho.

“Eu vestia 42, pulei para o 48 e cheguei a comprar calça 52, mas nem me enxergava.”O gatilho para começar as mudanças surgiu quando o médico disse que Paula estava pré-diabética. “Ele falou que eu estava com a saúde de uma pessoa de 50 anos. Fiquei assustada.”

A administradora chegou ao ponto crítico depois de enfrentar uma mudança turbulenta na vida profissional e pessoal. A falência da empresa onde trabalhava significou o desemprego. Nesse mesmo período, viu a obra do apartamento onde iria morar com o futuro marido ser embargada. A tristeza tomou conta, a depressão minou suas forças e o peso foi consequência.

Tudo errado

Foi preciso aceitar que estava tudo errado para Paula começar a mudar de vida. Por indicação de uma amiga, que é agente de saúde, a administradora conheceu, em 2015, o programa de emagrecimento Viva Leve, realizado em parceria pela nutricionista Maria Alice Codarin e pela psicóloga Fernanda Gregório no posto de saúde do bairro Taquaral, em Campinas (SP).

O programa consiste em reuniões semanais, por quatro meses, que incute nos participantes uma nova visão sobre a relação delas com a comida. “Aprendi a descobrir o que é fome, o que é vontade de comer. Foi lá que fui orientada a ler rótulos dos alimentos, a fazer a reeducação alimentar mesmo”, explica.

Com a ajuda do Viva Leve, Paula trocou enlatados e congelados por comida fresca, com muitas verduras e legumes, e uma nova rotina de alimentação e exercícios físicos.

“Às vezes a gente pensa que sabe o que está fazendo, que está agindo certo, e que algumas orientações são até bobas. Mas aprendi a não comer em pé, não comer correndo e nem na frente da televisão”, destaca.

Exercício físico

Para turbinar a perda de peso, Paula Edo aliou a mudança na alimentação com a rotina de exercícios físicos. Mais do que acelerar o processo de emagrecimento, a prática regular de atividade física devolveu sua disposição.

“Eu era uma pessoa ofegante, mal conseguia andar um quarteirão, tudo doía. Levantar da cama era dolorido”, revela.

Durante a participação no programa Viva Leve, além da palestra, o grupo costuma caminhar. Atualmente, os participantes se reúnem na Lagoa do Taquaral. Aquilo foi apenas o estopim para Paula que, matriculada em uma academia de Campinas, raramente dava as caras por lá.

“Acabei me desafiando e até hoje vou quase todos os dias. Ajudou e muito a acelerar o processo. Hoje sou mais disposto. Corro sete, oito quilômetros”, garante a agora ‘sarada’ Paula Edo, que só deixa de frequentar a academia aos domingos.

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