No Maranhão, morador reforma cadeiras de rodas de pessoas carentes

Em pouco mais de dois anos e meio foram quase 150 cadeiras entregues, resultado do trabalho de formiguinha do ‘Pipoca’.

Raimundo José Bezerra é o morador da Vila Cafeteira que teve a iniciativa que vem beneficiando moradores do bairro, de outros cantos da cidade e de municípios vizinhos.

O projeto ‘Faça um Cadeirante Feliz’ reforma cadeiras de rodas e as devolvem aos proprietários com estrutura para ser utilizada por mais tempo. Ou mesmo, reforma cadeiras, e doa a quem precisa de uma e não tem condições financeiras para comprar.

“Um equipamento como este é caro, nem todo mundo que precisa pode comprar. Como ajudar essas pessoas?”, questiona o idealizador do projeto.

‘Pipoca’, como é conhecido desde quando chegou na cidade e começou a vender pipocas com seu carrinho, virou referência para os moradores quando o assunto era ações beneficentes ou buscar soluções para demandas como falta de infraestrutura, falhas no abastecimento de água, e outros problemas que afetam, geralmente, as comunidades mais distantes do centro de uma grande cidade.

“Então, lembrei que eu poderia fazer algo por estas pessoas. Quando estive com minha mãe em tratamento em Teresina-PI, precisamos de uma cadeira de rodas. Achei uma na rua, toda acabada. Reformei sozinho com uma peça daqui, outra dali e ela usou até quando não precisamos mais. Resolvi fazer desta experiência um projeto aqui na minha Imperatriz”, explicou.

Assim, Pipoca começou a levar para casa todo parafuso e pedaço de ferro que pudesse ser aproveitado para a ideia dele. Conhecia pessoas no bairro que precisavam de uma cadeira de rodas, ou de ter a sua reformada.

“E comecei por ai, reformando, e hoje pego uma cadeira que não serve mais e transformo numa seminova que ainda vai ser muito útil”, diz com um sorriso no rosto.

Ele conta que às vezes se torna um desafio grande terminar a reforma de uma cadeira ou a produção de outra. Nem sempre as doações chegam e nem sempre o que chega é o suficiente para concluir o serviço. Quando isso acontece, tira do bolso para comprar o tecido para fazer os assentos, o encosto, as peças para montar os ‘pés’, a borracha para melhorar as rodas, a graxa, a tinta, a solda.

“Mas quando vejo alguém sentado em uma cadeira que eu fiz, é uma satisfação muito grande”, comenta.

Em dois anos e seis meses, o ‘Pipoca’ entregou 114 cadeiras, isto até o início do mês de março, e já tinha mais três prontas para seguirem aos endereços de destino. “Uma delas vai para Davinópolis, para um menino de 10 anos de idade”. No mesmo período a lista de pedidos, que cresce diariamente, estava com 34 pessoas aguardando uma cadeira de rodas.

Fonte: Correio MA

Se você quer receber atualizações sobre este tema ou outros de nossa página, inscreva-se abaixo:
Receba boas notícias em seu Email


Translate »