Pele “digital” é capaz de exibir imagens e se autorregenerar

Pele “digital” é capaz de exibir imagens e se autorregenerar
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O futuro está cada vez mais próximo – e, sim, ele será digital, mas também humano. Exemplo disso é a nova pele artificial desenvolvida por engenheiros japoneses da Universidade de Tóquio.

Assim como uma pele humana, a ‘e-skin’ (nome do artefato, que pode ser traduzido para o português como ‘e-pele’) é elástica e fina. Porém, diferente do órgão que reveste nosso corpo, a pele eletrônica é capaz de exibir caracteres, gráficos e imagens em micro LED.

A proposta pode até parecer somente exibicionista ou estética, mas a criação japonesa tem fins médicos. A ideia é que a pele seja aplicada em pacientes doentes, de forma que seus médicos possam acompanhar de perto esses indivíduos.

Isso se dá porque a e-skin conta com um sistema integrado de sensores sem fio. Esses sensores são capazes de detectar toque, pressão e temperatura, permitindo que os médicos obtenham essas informações em tempo real.

A pele artificial pode ser utilizada durante uma semana inteira sem irritar a pele, visto que ela é produzida a partir de uma borracha permeável que permite respiração e a troca de gases na pele. Ou seja, ela é a opção ideal para que médicos monitorem seus pacientes durante o período de recuperação fora do hospital.

Além dos japoneses, pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, também decidiram investir na tecnologia.

O grupo criou uma e-skin de fina camada, feita a partir de material translúcido, e a equiparam com sensores. O material é composto de poliimida, um polímero coberto por nanoparticulas de prata que lhe conferem força, estabilidade e a capacidade de condução elétrica.

A pele também é reciclável: é só mergulhar o material em uma solução de etanol que os polímeros se dissolvem em particular menores (oligômeros e monômeros), liberando as nanoparticulas de prata. Todos esses componentes podem ser reutilizados para criar uma nova pele eletrônica.

A ideia é que a pele possa, eventualmente, cobrir superfícies de próteses e também servir para revestir robôs, garantindo-lhes novas funcionalidades. Além disso, a novidade pode servir para aparelhos e dispositivos eletrônicos. Por exemplo, um celular coberto com a pele artificial oferece uma experiência mais agradável e interativa – além da capacidade de autorregeneração. Seria o fim dos dias de tela quebrada!

Por enquanto, essa versão ainda não tem semelhança física e visual com uma pele humana.

Fonte: Revista Galileu

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