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5 razões para ter esperança em 2023

jan 30, 2023
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Quem acompanhou as retrospectivas do ano de 2022 sabe que, infelizmente, elas foram carregadas de notícias tristes e pesadas. Mas, para mudar o astral no começo do novo ano, o UNFPA, o Fundo de População da ONU, listou 5 fatos que demonstram avanços nos direitos humanos e no bem-estar da sociedade e nos fazem, portanto, ter esperança de que 2023 será um ano melhor. Confira abaixo!

1. MAIS DE 75% DOS PAÍSES JÁ TÊM LEIS QUE DEFENDEM OS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS DAS MULHERES

Uma pesquisa feita pelo próprio UNFPA nos 153 Estados-Membros da ONU, que abrigam quase 90% da população mundial, mostrou que 76% deles já possui leis que defendem os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

Segundo a organização, a pandemia de COVID-19 atrasou os avanços do setor, ao sobrecarregar os sistemas de saúde e comprometer cadeias de suprimento e o acesso a serviços e informações, mas ainda assim a tendência global é promissora.

2. AS ESTRUTURAS DE JUSTIÇA SOCIAL ESTÃO AVANÇANDO

Sim! A insegurança alimentar e muitas outras crises emergenciais que impactam os mais pobres e marginalizados ainda são latentes, mas estruturas de justiça social que buscam combater erros históricos, repensar sistemas de opressão e priorizar os mais vulneráveis estão sendo cada vez mais aplicadas em favor daqueles que são considerados os maiores problemas do mundo, segundo o UNFPA.

Entre outros marcos, a organização destaca o acordo histórico firmado durante a COP27 do Clima, que assume o compromisso de oferecer financiamento para “perdas e danos” aos países mais impactados pelas mudanças climáticas, em reconhecimento à sua exposição aos eventos climáticos extremos – catástrofes para as quais contribuíram minimamente.

3. A SAÚDE MENTAL VIROU ASSUNTO E PRIORIDADE GLOBAL

A pandemia de COVID-19 escancarou os desafios da saúde mental para o mundo. Assistimos um número gigante de pessoas apresentando quadros crescentes de ansiedade e depressão, entre outras doenças relacionadas, sendo mulheres e jovens os mais impactados. O lado positivo, segundo o UNFPA, é que a situação forçou o mundo inteiro a olhar para o problema e pensar maneiras de transformar essa realidade. Entramos em 2023 falando e agindo muito mais pela saúde mental das pessoas!

4. A MENSTRUAÇÃO FOI RECONHECIDA COMO UMA QUESTÃO DE DIREITOS HUMANOS

Em uma decisão histórica, o Conselho de Direitos Humanos da ONU adotou resolução que considera “o estigma, a vergonha e a exclusão da menstruação” uma questão latente dos Direitos Humanos que deve ser considerado por todos os seus países-membros.

Como reflexo, formuladores de políticas públicas de todo o mundo estão adotando cada vez mais medidas para transformar de forma positiva a realidade de meninas e mulheres quando o assunto é menstruação. Entre outras iniciativas, destacam-se a distribuição gratuita de absorventes e outros itens de higiene, a idealização de estações de trabalho e salas de aula que acomodem com dignidade pessoas menstruadas e até o incentivo às oportunidades de emprego para mulheres, já que todo o mês elas precisam investir na compra de insumos para suas menstruações.

5. A HUMANIDADE ATINGIU 8 BILHÕES DE PESSOAS

Sim, é muita gente! Mas, segundo o UNFPA, esse número nos mostra que temos cada vez mais mulheres e bebês sobrevivendo aos partos, mais crianças sobrevivendo à infância e mais pessoas tendo acesso a uma vida longa e saudável.

“É uma conquista histórica, reflexo de décadas de progresso na saúde pública e na redução da pobreza. Podemos dizer, finalmente, que temos sistemas de saúde mais resilientes e eficazes”, diz Natalia Kanem, diretora executiva do UNFPA.

Ela completa: “Com 8 bilhões de nós agora na Terra, temos ao menos 8 bilhões de motivos para, juntos, construir um futuro mais inclusivo, justo e sustentável. Um mundo de infinitas possibilidades!”. Vamos?

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