Festival de Cannes 2020: seleção tem filme brasileiro sobre racismo e mais

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O Festival de Cannes 2020 revelou a seleção de 56 filmes que receberão o “selo de aprovação” dos organizadores.

O festival desistiu de ter uma edição física este ano, por causa da pandemia do novo coronavírus, e não haverá premiação — mas alguns dos filmes devem ser exibidos em outros eventos.

O Brasil é representado na lista por “Casa de Antiguidades”, longa de João Paulo Miranda estrelado por Antônio Pitanga, que retrata a vida de um operário negro em uma cidade fictícia de colonização austríaca no Brasil.

A trama toca em questões como o racismo e a polarização política do Brasil durante a eleição de 2018, quando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi eleito. Parte do longa foi gravado em Treze Tílias, cidade catarinense que teve forte apoio ao presidente.

Entre os filmes escolhidos, destaque para “The French Dispatch”, nova obra de Wes Anderson que conta com um elenco estrelado: Timothée Chalamet, Saoirse Ronan, Tilda Swinton, Edward Norton, Christoph Waltz, Bill Murray e mais.

Outro título aguardado é “Soul”, animação da Pixar que leva o diretor Pete Docter (“Divertida Mente”) para o mundo das almas humanas. Jamie Foxx dá voz ao personagem principal da trama.

Novos filmes de diretores aclamados, como Steve McQueen (de “12 Anos de Escravidão”), François Ozon, Naomi Kawase e Thomas Vinterberg, também estão na lista, assim como “Falling”, estreia do ator Viggo Mortensen (“O Senhor dos Anéis”) na direção.

O festival também cumpriu a promessa do seu diretor artístico, Thierry Fremaux, de incluir mais filmes de diretores estreantes e de diretoras mulheres na seleção. O executivo exaltou a maior inclusão destas categorias na edição 2020 do festival em carta à imprensa lançada ontem.

São 15 (26,7%) filmes de diretores estreantes, e 16 (28,5%) títulos dirigidos por mulheres — neste caso, dois a mais do que no ano passado, quando Cannes selecionou 14 longas com direção feminina.

Veja a seleção:

  • “The French Dispatch”, de Wes Anderson (EUA)
  • “Soul”, de Pete Docter (EUA)
  • “Summer 85”, de Francois Ozon (França)
  • “Asa Ga Kuru”, de Naomi Kawase (Japão)
  • “Lover’s Rock”, de Steve McQueen (Reino Unido)
  • “Mangrove”, de Steve McQueen (Reino Unido)
  • “Druk”, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
  • “DNA”, de Maïwenn (Algéria/França)
  • “Falling”, de Viggo Mortensen (EUA)
  • “Ammonite”, de Francis Lee (Reino Unido)
  • “Sweat”, de Magnus von Horn (Suécia)
  • “Nadia, Butterfly”, de Pascal Plante (Canadá)
  • “Limbo”, de Ben Sharrock (Reino Unido)
  • “Peninsula”, de Sang-ho Yeon (Coreia do Sul)
  • “Broken Keys”, de Jimmy Keyrouz (Líbano)
  • “Truffle Hunters”, de Gregory Kershaw & Michael Dweck (EUA)
  • “Aya To Majo”, de Goro Miyazaki (Japão)
  • “Heaven: To the Land of Happiness”, de Im Sang-soo (Coreia do Sul)
  • “Last Words”, de Jonathan Nossiter (EUA)
  • “Des Hommes”, de Lucas Belvaux (Bélgica)
  • “Passion Simple”, de Danielle Arbid (Líbano)
  • “A Good Man”, de Marie-Castille Mention-Schaar (França)
  • “The Things We Say, The Things We Do”, de Emmanuel Mouret (França)
  • “John and the Hole”, de Pascual Sisto (EUA)
  • “Here We Are”, de Nir Bergman (Israel)
  • “Rouge”, de Farid Bentoumi (França)
  • “Teddy”, de Ludovic e Zoran Boukherma (França)
  • “Une a Medicina De Nuit”, de Elie Wajeman (França)
  • “Enfant terrible”, por Oskar Roehler (França)
  • “Prazer” Ninja Thyberg (Suécia)
  • “Slalom”, de Charléne Flavier (França)
  • “Casa de Antiguidades”, João Paulo Miranda (Brasil)
  • “Ibrahim”, por Samuel Gueismi (França)
  • “Gagarine”, de Fanny Liatard & Jérémy Trouilh (Geórgia)
  • “16 Printemps”, de Suzanne Lindon (França)
  • “Vaurien”, Pedro Dourountzis (França)
  • “Garçon Chiffon”, Nicolas Maury (França)
  • “Si Le Vent Tombe”, de Nora Martirosyan (Armênia)
  • “Onde a Rota para o Bilhão”, por Dieudo Hamadi (Congo)
  • “9 Dias em Raqqa”, de Xavier de Lauzanne (França)
  • “Antoinette no Cévènnes”, de Caroline Vignal (França)
  • “Les Deux Alfred”, de Bruno Podalydès (França)
  • “Uma Cidade”, de Emmanuel Courcol (França)
  • “Les Discours”, de Laurent Tirard (França)
  • O “Origine du Monde”, de Laurent Lafitte (França)
  • “Fugir”, Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca)
  • “Septet: A História de Hong Kong”, de Ann Hui, De Johnnie to, Hark Tsui, qualquer um planejamento para detê-lo, Woo-Ping Yuen & Patrick Tam (Hong Kong)
  • “O Esquecimento Que Seremos”, de Fernando Trueba (Espanha)
  • “No Pó”, de Sharunas Bartas (Lituânia)
  • “A Coisa Real”, a partir de Kôji Fukada (Japão)
  • “Souad”, por Ayten Amin (Egito)
  • “Fevereiro”, de Kamen Kalev (Bulgária)
  • “No início”, de Déa Kulumbegashvili (Grécia)
  • “Caminhando contra o Vento”, de Shujun Wei (China)
  • “A Morte do Cinema e o Meu Pai Também”, de Dani Rosenberg (Israel)
  • “Josep”, em Aurel (França)

Fonte: https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/06/03/festival-de-cannes-2020-selecao-tem-filme-de-wes-anderson-pixar-e-mais.htm

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