Meditação ajuda a reagir melhor sobre decisões erradas

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Indivíduos que meditam aprendem mais lições de vida com resultados positivos; já quem não o faz é mais influenciado pelos erros.

Você já deve ter ouvido a frase “aprenda com os seus erros”. Em diversos momentos, esse conselho pode ter sido útil para você, mas é sempre melhor aprender com situações positivas, não é verdade? Aliás, a ciência pode te ajudar com isso. Pesquisadores ingleses descobriram a melhor forma de aprender com os acertos: a meditação. Além de ser um método conhecido pela capacidade de ajudar as pessoas a controlarem o stress, a meditação também pode interferir na forma como aprendemos com as situações do cotidiano, indica estudo publicado no Journal of Cognitive, Affective, Behavioral Neuroscience.

Para os pesquisadores, indivíduos que meditam aprendem mais lições de vida com resultados positivos; já quem não o faz é mais influenciado pelos erros. A explicação para o fenômeno é simples: a meditação afeta os níveis de dopamina, hormônio que ajuda a regular o humor e o desempenho físico. Por causa disso, indivíduos que meditam respondem melhor aos feedbacks positivos, enquanto os negativos não exercem tanto efeito sobre eles.

“Descobrimos que a meditação pode impactar na forma como recebemos feedback, ou seja, se aprendemos rapidamente com nossos erros ou se eles precisam se repetir antes que possamos encontrar a resposta certa”, explicou Bertram Opitz, principal autor da pesquisa, ao Medical News Today. Segundo a equipe, quanto mais uma pessoa medita menos ela tenderá a aprender mais com os erros do que com os acertos.

O estudo

Para chegar a esta conclusão, os cientistas recrutaram 12 indivíduos que não meditavam e 23 que utilizavam a prática no dia a dia (nove usavam o método budista; 12 praticavam o método científico e dois preferiam o Qi Gong). O experimento consistia em uma atividade na qual os participantes tinham que escolher entre diversas imagens que eram apresentadas em pares (pelo menos uma de cada par ofereceria algum tipo de recompensa).

A análise de desempenho mostrou que aqueles que praticavam meditação tinham uma taxa de sucesso maior na escolha de imagens associadas à recompensa em comparação com os participantes que não meditavam.

Esse resultado sugere que quem medita tende a aprender com resultados positivos. “Nossas descobertas atuais demonstram que, em um nível profundo, os meditadores respondem ao feedback de uma forma mais imparcial do quem não pratica. Isso pode ajudar a explicar alguns dos benefícios psicológicos que eles experimentam com a prática”, comentou Paul Knytl, da Universidade de Surrey, na Inglaterra, ao Medical News Today.

Durante o experimento a atividade cerebral dos participantes foi monitorada através de eletroencefalograma (EEG), método no qual a atividade elétrica do cérebro é registrada. O EEG mostrou que todos os voluntários apresentaram resposta semelhante ao feedback positivo durante o exercício, mas aqueles que não meditaram tiveram resposta mais intensa ao feedback negativo em comparação com quem meditava.

Os cientistas ainda revelaram que a experiência de meditação ainda pode determinar a intensidade da reação ao negativo pode ser, ou seja, quanto mais tempo você pratica melhor será a sua capacidade de não ser afetado por resultados negativos.

Dopamina

Segundo os pesquisadores, esse desfecho pode ser causado pelos níveis mais altos de dopamina em indivíduos que meditam. A relação entre o hormônio e o aprendizado pode ser explicado por estudos anteriores realizados em pessoas com Parkinson: esses indivíduos têm menor nível de dopamina e tendem a ter dificuldade em aprender com resultados positivos. Portanto, acredita-se que menos dopamina no organismo interfere na forma como as pessoas lidam (e aprendem) com situações positivas e negativas.

Para os pesquisadores, essa descoberta pode impactar no desempenho das pessoas em diversos campos da vida, como trabalho e estudo, ou seja, indivíduos que querem aumentar a produtividade devem olhar para a meditação como maneira de alcançar esse objetivo.

Fonte: Veja

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