Famílias separadas pela Guerra da Coreia se reencontram após décadas

Famílias separadas pela Guerra da Coreia se reencontram após décadas
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Nova série de reuniões de famílias divididas foi decidida após reaproximação diplomática na península desde o início do ano.

Idosos sul e norte-coreanos se reencontraram nesta segunda-feira (20), na Coreia do Norte, pela primeira vez desde que as suas famílias e a península foram separadas pela Guerra da Coreia (1950-1953).

Esta nova série de reuniões de famílias divididas, que é a primeira em três anos, foi decidida após a reunião do líder norte-coreano, Kim Jong-un, e do presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, em abril deste ano.

Os reencontros acontecem em um resort na cidade de Monte Kumgang, sob a supervisão de agentes norte-coreanos. Até a próxima quarta-feira (22), 89 idosos sul-coreanos e seus companheiros de viagem passarão 11 horas com os familiares do Norte nesse local.

Entre os familiares que se reencontraram nesta segunda, estão Lee Keum-seom, de 92 anos, e seu filho Ri Sang Chol, de 71 anos. Assista no vídeo acima.

Eles não se viam desde a guerra, quando ficaram presos nos dois lados da Zona Desmilitarizada, que hoje separa as duas Coreias. Lee Keum-seom ficou separada do marido e do filho, que na época tinha quatro anos, e partiu em uma balsa para o Sul com sua filha, que a acompanha neste reencontro.

“Quantas crianças você tem? Você tem um filho?”, perguntou a mãe durante o reencontro.

“Mãe, meu pai era assim”, disse o filho mostrando uma foto de seu pai, que também ficou na Coreia do Norte.

Antes de partir para o encontro, Lee disse que queria perguntar ao filho como ele cresceu sem a mãe e como seu pai o tinha criado. “Não sei o que sinto, se é positivo, ou negativo. Não sei se é real, ou um sonho”, afirmou a idosa antes do encontro.

No Sul, ela voltou a se casar e criou sete crianças, mas nunca deixou de se preocupar com aquele filho.

Reencontros

A Guerra da Coreia separou milhões de pessoas: irmãos, pais e filhos, maridos e mulheres. O conflito acabou com um armistício, sem a assinatura de um tratado de paz. Por isso, Norte e Sul ainda estão tecnicamente em estado de guerra e as comunicações civis permanecem proibidas.

Após o encontro em abril, Moon e Kim Jong-un se comprometeram a assinar um acordo de paz ainda em 2018.

Fonte: G1

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